Com a conferência de imprensa de quinta-feira, terá oficialmente início o fim de semana de MotoGP no Qatar. Uma prova na qual a esmagadora maioria dos pilotos não quer participar. Os protagonistas da categoria rainha uniram-se e entregaram ontem de manhã à organização uma carta a expressar a sua oposição à realização da corrida em Lusail. Uma posição que também foi manifestada por Jack Miller no final do Grande Prémio da Malásia, sem rodeios ao descrever o que sente relativamente à prova em Doha.
Enquanto a Yamaha formalizou a sua decisão de não participar na 20.ª ronda da temporada, na sequência de uma avaliação interna da situação no Médio Oriente, parece que as restantes equipas e pilotos da grelha não têm outra alternativa senão acatar a decisão do MotoGP Group, apesar das reservas. Uma sensação que encontra confirmação nas palavras de Maverick Viñales em Sepang.
«Parece que, para o resto do mundo, será um Grande Prémio normal, por isso temos de ir. No fundo, não temos outra escolha. Se não formos, teremos obviamente de enfrentar uma penalização», afirmou Maverick, segundo o meio de comunicação espanhol Motosan.
Apesar de ter terminado a corrida do ano passado na segunda posição, antes de ser despromovido para 14.º devido a uma irregularidade na pressão dos pneus, o piloto da Tech3 espera sentir dificuldades sob os holofotes do circuito qatari.
«Tenho receio de ir para lá, não pela situação em si, mas porque as sensações serão completamente diferentes: não chegarei nas mesmas condições e também não terei a mesma confiança. De qualquer forma, talvez possa ser um ponto de partida para aprender um pouco mais», observou.
O desempenho de Viñales continua, de resto, condicionado pelo estado do ombro lesionado em Sachsenring e pela falta de sensações com a sua KTM. Foram fatores que também o afetaram na Malásia, impedindo-o de terminar a corrida de domingo para lá da 14.ª posição.
«Foi um fim de semana muito difícil. A corrida não correu assim tão mal, mas tive imensas dificuldades em encontrar boas sensações ao longo de todo o fim de semana. Continuamos a ter problemas, mas também tivemos muito pouca aderência. Ainda não consigo perceber como pilotar a moto nestas condições. Sinto muito pouca aderência e é difícil seguir a trajetória correta. Sou constantemente obrigado a corrigir as linhas e não consigo encontrar as sensações certas», explicou.
















