Tudo parecia estar a transformar-se num domingo de sonho para Miller, no dia em que ele e Oliveira correram com uma pintura especial em comemoração do 70º aniversário da Alpine, o principal parceiro da equipa. Mas este sonho transformou-se num grito de frustração quando, no final da volta 6, na curva final, Miller foi projetado para fora da moto num violento highside depois de o pneu traseiro ter perdido aderência.
Com Miller de fora, o peso do dia da Prima Pramac Yamaha caiu inteiramente sobre os ombros de Oliveira. Por entre o caos geral de trocas de motos, penalizações por voltas longas e inúmeras quedas, o piloto português viu-se numa esplêndida segunda posição na volta 8, apenas atrás do líder Johann Zarco. Perseguido pelos irmãos Márquez, Miguel — ainda não em plena forma depois de ter falhado três corridas devido a lesão — começou a perder terreno e foi posteriormente ultrapassado por Pedro Acosta, Maverick Viñales e Fermín Aldeguer.
O sétimo lugar parecia ainda ser um resultado fantástico e, de muitas formas, um verdadeiro novo começo para a temporada de Oliveira. Mas, tal como Miller, a corrida de Oliveira terminou com um acidente na curva final — a oito voltas do final — com uma perda repentina e irrecuperável de controlo. Um duplo e duro golpe para a equipa, que não apaga o excelente trabalho realizado pela equipa da Prima Pramac Yamaha no fim de semana e que alimenta a esperança para a próxima ronda em Silverstone, daqui a duas semanas.
– “Foi uma pena não conseguir terminar a corrida, porque teria sido ótimo somar alguns pontos e, numa corrida tão louca, teria sido uma vantagem. Foi uma lotaria, mas sabíamos que ia chover, era só uma questão de tempo e de ver quanta chuva ia cair. E valeu a pena. Na chuva, tudo foi melhor fisicamente, não tão duro e exigente, mas assim que começou a chover mais, não tive absolutamente nenhuma aderência traseira, foi muito, muito difícil manter-me na moto, de repente a moto descompensou-se, tornando as coisas muito difíceis. Foi um pesadelo lidar com isto. Quando caí, estava lento e, mesmo assim, não consegui evitar. Foi uma pena.” Disse Miguel Oliveira.

















