As recentes notícias sobre o avançado estado de degradação do Autódromo do Estoril geraram forte preocupação no panorama do motociclismo nacional. A falta de manutenção ao longo dos últimos anos terá deixado a infraestrutura numa condição considerada crítica, levantando dúvidas sérias sobre a realização de grandes eventos internacionais, incluindo uma possível etapa do Campeonato do Mundo de Superbike (WSBK). O cenário de eventual cancelamento da prova deixou os fãs portugueses apreensivos e desiludidos.
Miguel Oliveira não ficou indiferente à situação. O piloto português recorreu às redes sociais para expressar a sua preocupação e lançar um alerta claro sobre o futuro do circuito. Numa mensagem publicada no Instagram, escreveu: “Quando não cuidamos do que é nosso, arriscamo-nos a perder o que nos orgulha. O Estoril não pode ser uma memória.”
A declaração reflete não só o sentimento pessoal do piloto, mas também o de muitos adeptos que veem no Estoril um símbolo histórico do desporto motorizado em Portugal. A possibilidade de o país perder uma ronda do WSBK devido à deterioração das infraestruturas reforça o debate sobre a necessidade urgente de investimento e preservação de um espaço que marcou gerações, num ano marcado pela presença do piloto português num circuito histórico.
Para Miguel Oliveira, que sempre demonstrou orgulho em competir em solo nacional, o Estoril representa mais do que um circuito: é parte da identidade do motociclismo português. A sua mensagem surge como um apelo direto à responsabilidade coletiva, num momento em que o futuro do traçado parece depender de decisões estruturais que não podem ser adiadas.
Até ao momento mais de 50 dias de atividades no recinto em 2026 já foram cancelados devido ao mau estado do circuito e das suas instalações.















