O Campeonato do Mundo de Superbikes já disputou apenas duas rondas, mas já há um tema que domina todas as conversas no paddock: a superioridade da Ducati. A Ducati Panigale V4 tem sido imbatível em Phillip Island e Autódromo Internacional do Algarve (Portimão), e a FIM, juntamente com a Dorna e a MSMA, já ponderam intervir.
O mecanismo escolhido é o fluxo de combustível, uma ferramenta regulamentar que permite ajustar o desempenho das motos com base nos dados obtidos em pista.
Segundo o site GPone, a Ducati poderá ver o seu caudal de combustível reduzido em 0,5 kg/h antes da próxima ronda em Assen. Atualmente, o limite da Panigale está fixado em 45 kg/h, o mesmo da BMW. Se a federação aplicar a sanção, esse valor desce para 44,5 kg/h. O efeito seria um “empobrecimento” da mistura de combustível, tornando o motor mais agressivo e difícil de controlar, especialmente nas mudanças de velocidade e durante a aceleração.
O responsável da Ducati, Marco Zambenedetti, reconheceu que a medida era expectável, mas nem por isso menos difícil de gerir. “Digamos que podemos certamente esperar isto. Para ser sincero, não estamos totalmente preparados. Ainda há trabalho a fazer, porque estas reduções de potência estão a penalizar cada vez mais o motor”, explicou.
Apesar das dificuldades, Zambenedetti quis transmitir uma mensagem de tranquilidade e espírito desportivo. “Respeitamos as regras. Espero que os outros também colaborem para garantir um campeonato competitivo entre os diferentes fabricantes e equipas… e, claro, também podemos competir entre nós dentro da Ducati.”
















