O primeiro dia do Panafrica Rally foi
positivo para os portugueses com Joaquim Rodrigues a terminar o prólogo de hoje
no topo da tabela de tempos. “Primeira etapa concluída com um bom resultado.
Consegui manter a concentração e levar a minha até a vitória desta primeira
etapa. Rally ainda é longo e amanhã vou ser o primeiro em prova, abrindo a
pista”, referiu o piloto depois deste arranque em Merzouga.
Já Sebastian Bühler iniciou, também hoje,
da melhor maneira, a sua prestação no Panafrica Rally. O jovem piloto concluiu este
primeiro dia em 1h1m40s. “O prólogo correu muito bem. Fui sempre com muito
cuidado, mas a tentar ser rápido. Ainda agora começou o rally e temos muita
corrida pela frente. É necessário ir com calma para não arriscar demasiado”, explicou
o piloto bi-Campeão Nacional TT1.
Vindo do Serres Rally, depois de uma
longa paragem devido a lesão, Mário Patrão marcou este regresso ao deserto com
a 13ª posição no prólogo de hoje. O piloto iniciou esta prova de forma
cautelosa, terminando a especial em 1h10m49s. “Iniciámos esta competição com um prólogo de 72 quilómetros, os
primeiros deste rally. O objetivo aqui é treinar e retomar a confiança perdida
nestes meses. Fui num ritmo cauteloso, mas que me permitiu alcançar a 13ª
posição”, revela o piloto português.
Fausto Mota teve hoje também um bom
início no Panafrica Rally, tendo cumprido os 72 quilómetros em 1h13m33s. Foi o
16º piloto mais rápido a terminar a especial do dia, aos comandos de uma
Husqvarna 450 FE, com a qual vai disputar o Rali Dakar 2020. “Esta é a minha
estreia no Panafrica Rally. O dia de hoje, correu bem. Andei sempre bem. Posso
dizer que o prólogo me permitiu ganhar confiança e ritmo. Já desde o Dakar que
não andávamos em areia. Gostei muito da especial do dia, com diversos tipos de
piso.”
Os pilotos inscritos
pela Team Bianchi Prata também cumpriram hoje a primeira etapa em Merzouga com Pedro
Bianchi Prata a ser bem-sucedido no prólogo, terminando em 17º. “O dia de hoje
correu bem. Era uma etapa muito fácil e rápida. A navegação não era demasiado
exigente, mas optei por ir a um ritmo tranquilo. Há dois anos que não fazia
nada, desde o Panafrica 2017, por isso há que fazer as coisas com calma. Cada
dia é um dia, por isso há que levar a corrida com tranquilidade e ir aumentando
o ritmo e tentar um bom resultado no final, mas ainda é cedo para se dizer algo
sobre resultados. Hoje o saldo é positivo porque me diverti bastante e correu
tudo bem”.
Já Arcélio Couto estreou-se
nesta dura e exigente competição africana com o 27º lugar. Menos feliz foi
Jairo Alves, também estreante no Panafrica que, traído por um erro de navegação
acabou por não terminar a prova da melhor forma. “Os 72 quilómetros de hoje
correram muito bem. Cheguei ao fim sem quaisquer problemas, o que para mim, em
ano de estreia, é uma prioridade. Vamos ver como corre amanhã.”
Jairo Alves referiu
que “a etapa não correu da melhor forma. Por volta do quilómetro dez cometi um
erro de navegação importante que me fez perder bastante tempo. Andei perdido
mais de meia hora até encontrar o trilho certo e conseguir perceber qual era a nota
para acertar os quilómetros. Só por volta do quilómetro 25 consegui fazê-lo. A
partir daí consegui prosseguir sem quaisquer problemas. O traçado estava todo
bem marcado, o percurso não era nada difícil e correu tudo bem a partir daí.
Tirando esse pequeno erro que foi fundamental e que paguei bem caro na
classificação da etapa, foi uma especial excelente, adorei o dia de hoje”.
O Panafrica Rally prossegue com mais uma etapa no dia de amanhã, altura em que se disputará a segunda especial desta grande maratona marroquina (a primeira etapa) sem ligação, e com um setor seletivo de 275 km.
Foto: Team Bianchi Prata













