A Aprilia está a viver o seu melhor momento no MotoGP. A fábrica de Noale arrancou a temporada em grande nível, com os seus dois pilotos, Marco Bezzecchi e Jorge Martín, a liderarem a classificação geral do campeonato. A eles juntam-se também os pilotos da Trackhouse, Raúl Fernández e Ai Ogura, que assinaram grandes prestações este ano.
Um dos principais responsáveis por esta enorme evolução tem sido Massimo Rivola, que falou ao jornal Mundo Deportivo sobre a forma como a equipa encara esta temporada. “A mudança não aconteceu num só ano, mas sim como resultado de uma evolução progressiva ao longo do tempo. Hoje em dia, a Aprilia é a referência”, explicou.
A este domínio da Aprilia junta-se também a ausência do grande favorito à luta pelo título, Marc Márquez. “Antes de mais, tenho muita pena do Marc, porque sempre disse que para nós é maravilhoso poder enfrentar o piloto mais forte dos últimos anos com a moto mais forte dos últimos anos, já que isso é um estímulo para nós. Por isso desejo-lhe o melhor e espero que volte o mais rapidamente possível”, afirmou.
No entanto, a filosofia da marca passa por olhar corrida a corrida. “Olhar para a classificação neste momento seria o maior erro que poderíamos cometer. Tentamos concentrar-nos no presente e naquilo que podemos controlar agora, não no que possa acontecer no futuro. Pensar que já somos fortes ou que temos algo garantido pode levar-nos a cometer um erro importante”, explicou.
Apesar dos grandes resultados de Marco Bezzecchi, o italiano também já somou alguns zeros esta temporada, sobretudo aos sábados. Como consequência, apesar de liderar o campeonato, não tem uma vantagem confortável sobre o segundo classificado. “O Marco está a um nível incrível. A razão pela qual perdeu cerca de trinta pontos é porque ainda está a aprender. Le Mans foi uma confirmação maravilhosa para mim, porque soube contentar-se com um segundo lugar e um pódio num sábado. Ele tem de saber contentar-se porque, se quer lutar pelo Mundial, deve fazer o que Jorge Martín fez em 2024: um piloto que ganha 11 corridas e não vence o Mundial, como o Pecco, é incrível. Mas o Jorge conseguiu sempre somar pontos”, contou Rivola.
Sobre a possibilidade de conquistar o título, Rivola é claro. “Acredito que será um Mundial decidido em Valência; a última corrida será fantástica. Como disse desde o início, o objetivo é lutar em todas as corridas. Se chegarmos a Valência, também lutaremos lá pelo título. Sabemos que o Marc voltará mais forte do que antes, como sempre; já o fez uma vez, duas vezes, três vezes, por isso voltará a fazê-lo”, assegurou.
Para Rivola, Márquez continua assim a ser candidato ao título. “Também já vimos no passado o Pecco recuperar mais de 90 pontos a meio da temporada. É muito cedo, não devemos olhar para a classificação, mas sim para o rendimento. Espero e desejo que sejamos bem-sucedidos”, concluiu.
















