Os pilotos que ficaram na equipa nem pontuam, Oliveira, que foi despedido, saca pódios nas SBK…

“Já não me divirto… senti-me totalmente inútil em Austin” – foi o comentário de um desiludido Alex Rins após o GP dos EUA há dias… “A moto não funcionava nos treinos, e perguntei-me ‘Que raio estou aqui a fazer?”… Não sei se estarei com a Yamaha para o ano com estes resultados!”
Com a única nota positiva a tirar de Austin, o ponto único de Toprak Razgatlıoğlu, a Yamaha deixou os EUA sob uma sombra. Fabio Quartararo ainda sacou um 11º na corrida Sprint, fora dos pontos, mas foi o triple campeão mundial de SABK que salvou a honra do convento com os seus primeiros pontos em GP… cruzando a linha de meta à frente do seu colega Miller e das oficiais do francês e de Alex Rins.
Nada poderia ilustrar melhor o momento difícil que a Yamaha atravessa, por um lado lutando com as dificuldades de desenvolvimento da nova V4, por outro, decerto relutante em investir muito numa fórmula que vai acabar quando a classe passar a 800 em 2027.

O caso é que a baixa de resultados está a desmoralizar os pilotos da marca, e mais agora, vendo que o tal que não andava o suficiente e foi despedido está a sacar pódios nas SBK, os que ficaram só podem expressar a meia-voz a sua desilusão.
Rins, por exemplo, debateu-se com problemas de afinação desde o primeiro treino, e logo numa pista onde o catalão vencera na Suzuki em 2019 e de novo com a Honda em 2023. Agora, acabou em último no domingo a 38,7 segundos do vencedor!
“De início, estava bem, à frente do Miller e a ganhar terreno ao Toprak! Mesmo que ver as 4 Yamahas na cauda do pelotão não seja bom, não foi uma surpresa, já que até à 8ª volta a moto reagia mal quando eu rodava punho à saída das curvas 1 e 11… ainda por cima, nalgumas voltas estava bem e noutras não, não sei qual era o problema.”
“Tivemos muitos problemas logo desde os treinos. Na sexta, questões de eletrónica em ambas as motos, que me pipediram de andar mais rápido e também continuaram no sábado. Na Q1, uma avaria na bomba de combustível forçou-nos a só sair para a pista no final da sessão. Dei tudo, mas mesmo assim fui último… nada bom!”
“Como piloto, tentamos sempre dar 100% mas quando estes problemas continuam, é difícil motivar-nos para dar o nosso melhor. Foi um fim-de-semana duro para mim!”
A solução parece ser esperar por melhorias, andando só às voltas a fazer número? “Não, mas na segunda sessão antes da qualificação, moto simplesmente não funcionava! Saía largo em todas as curvas, não podia virar a moto nem mudar de direção facilmente, nem nada, senti-me inútil na moto!”
Há momentos em que já não acho graça a isto e me interrogo sobre o que estou aqui a fazer!”
“Se não estiver na Yamaha para o ano que vem, preciso de encontrar outra equipa e estes resultados não ajudam!”
















