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Teste Kymco AK 550: Uma maxi-scooter top

Ricardo Ferreira por Ricardo Ferreira
9 Outubro, 2020
em Ensaios, Ensaios, MOTO+, MotoSport TV
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ESQUEÇA TUDO O QUE JÁ PENSOU OU EXPERIMENTOU COM UMA SCOOTER DA
KYMCO. A AK 550 NÃO TEM NADA A VER COM TUDO O QUE A MARCA FOI CAPAZ DE PRODUZIR
ATÉ AGORA. É A CEREJA NO TOPO DO BOLO, E APONTA BATERIAS ÀS MELHORES
MAXI-SCOOTERS DO MERCADO COM ARGUMENTOS PODEROSOS. 

A Kymco AK 550 550 é poderosa, homogénea, bem acabada e tem tudo o que pode esperar de uma Maxi-Scooter desportiva, especialmente ao preço de 9.999 euros, ou 1.500 euros a menos que a melhor moto da concorrência, o que claramente a situa em bom plano.

Quando falamos de scooters entre amigos, a conversa sobe
normalmente de tom assim que o tema muda para as maxi-scooters. Em comum, todas
elas têm motores bicilíndricos a rondar os 500cc e com performances acima da
média. É verdade que pesam mais que as motos desportivas, que não permitem
trocar marchas, mas na selva urbana são imbatíveis e ainda por cima gastam
menos.

A Yamaha TMax foi a primeira maxiscooter a reclamar para si própria a performance de uma moto. Com 16 anos de mercado tornou-se um ícone, enraizou-se nos hábitos europeus e manteve incólume até hoje a sua posição de líder, não sendo sequer beliscado o seu sucesso pela chegada da crossover Honda X-ADV 750, ou sequer pelas duas versões Sport e GT da BMW C650.

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No entanto, em 2017 algo mudou com a chegada de uma bombástica maxi-scooter. A Kymco AK 550, nasceu num dos gigantes industriais da  ilha de Taiwan com o seu perfil sport e um moderno motor de dois cilindros paralelos capaz de chegar com os seus 52,9 cavalos ao valor potência máxima no segmento.

A AK 550 rompia com as linhas tradicionais da marca e trocava-as
por um design desportivo, marcado por linhas afiadas e por uma nova assinatura luminosa
de LED’s que se distinguem por duas linhas ao alto (luzes de mínimos) nas óticas
dianteiras. Os acabamos surpreendiam, deixava de ser necessária uma chave para acionar
a ignição, ou mesmo abrir a bagageira sob o assento…

A sua rival natural era a Yamaha TMax, reclamando a maxi-scooter
da Kymco mais 8 CV que a rival japonesa embora com um peso mais penalizador.

É verdade que a fasquia foi colocada alta, o objetivo era
óbvio, bater a rainha do segmento, mas a construtora taiwanesa possui um passado
longo: fabrica motos há mais de meio século, conta atualmente com uma gama completíssima
gama de scooters, sendo a AK 550 a expressão máxima do seu know how  adquirido ao longo do tempo.

UMA MAXI-SCOOTER PARA TODAS AS ‘MEDIDAS’

Visualmente baixa e longa, com uma carenagem frontal hyper
agressiva e olhar de desportiva, desde logo a Kymco AK 550 ganha pontos à
rainha do segmento num aspeto. Até hoje, a altura e largura abrangente do túnel
central da T-Max é um dos pontos fracos, colocando problemas para os mais
baixos chegarem com os dois pés ao solo.

Na AK 550 não existe esse problema, é mais estreita na zona do túnel central e o assento é ligeiramente mais baixo e longo. Parados, chega-se bem com ambos os pés ao solo e também, devido a maior extensão do assento podemos inclinarmos mais para a frente e assumir uma postura mais desportiva. A impressão é que ficamos numa posição mais central que na TMax, apesar do assento largo e plano ser um pouco mais rijo.

O quadro da AK 550 é em alumínio fundido e utiliza o motor
como elemento estruturante. O braço oscilante é do tipo moto, com
monoamortecedor colocado numa posição horizontal lateral esquerda e com ajuste
de pré-carga de mola.

MOTOR / CICLÍSTICA: RAPIDINHA E ISENTA DE VIBRAÇÕES

A potência
do motor de dois cilindros paralelos arrefecido por líquido, alimentado por uma
injeção eletrónica e com sistema de CVT na transmissão primária, passa à roda
traseira através de uma larga e grossa correia dentada de borracha. Com este
sistema, não se sente qualquer tipo de vibrações aos seus comandos, o bom
alongamento sem quebras a qualquer regime e a forte capacidade de aceleração e ‘reprises’
são as principais vantagens de ter na garagem esta AK 550.   

O quadro da AK 550 é em alumínio fundido e utiliza o motor como elemento estruturante. O braço oscilante é do tipo moto, com monoamortecedor colocado numa posição horizontal lateral esquerda e com ajuste de pré-carga de mola.

Tudo isto é
tecnologia própria do gigante de Taiwan, enquanto no equipamento a marca foi
buscar do que melhor existe no mercado. Na frente da AK 550 destaca-se o garfo
com bainhas invertidas de 41mm e  discos
de travão duplos de 270mm, mordidos por pinças da conceitada Brembo de 4 êmbolos
opostos que funciona em sintonia com o disco traseiro. Ambas as unidades de travagem
são assistidas por um ABS de duplo canal versão 9.1 da BOSCH, que assegura um
poder de travagem exemplar que habitualmente se vê em motos desportivas.

EQUIPAMENTO: INFORMAÇÃO COMPLETA E LEGÍVEL

O painel de instrumentos 100% digital divide-se em três mostradores, esquerdo com o conta-rotações, odómetro e nível de carga da bateria, o direito com o nível de combustível e aceleração assinalado por barras.

A AK que conduzimos já incluía o designado módulo “Noodoe” conectado ao smartphone e posicionado no mostrador central. Sob o assento o volume disponível é grande, consegue acomodar um capacete integral e tem luz de cortesia, abaixo do guiador existem dois pequenos cofres, o esquerdo com uma tomada USB e não falta sequer um jogo de ferramentas para regular o longo écran protector.

Os plásticos pareceram-nos de qualidade aceitável, mas o pior é posição dos espelhos, demasiado larga para passar entre carros no trânsito parado.

CONDUÇÃO: UMA SOLUÇÃO URBANA PARA SURPREENDER EM ESTRADA

As duas jantes de alumínio de 15” conferem um rodar preciso e suave e o seu peso reduzido contribui para uma menor inércia no trabalho das suspensões. A curvar a AK 550 é um exemplo de precisão, muito fácil de colocar em curva e delinear trajectórias perfeitas, com as suspensões a terem uma leitura correcta do piso e a assegurarem um desempenho raro encontrar neste segmento de motos. Os pneus Metzeler têm medidas de 160/60 atrás e 120/70 na frente e demonstram um grip satisfatório.

Nas performances do motor, a KYMCO AK 550 satisfez-nos em pleno. A aceleração é espontânea, seja na saída de parado, como nas reprises para uma ultrapassagem em auto-estrada, situações em que nem a mais veloz scooter 400 a consegue imitar. A velocidade máxima é extrema e nos consumos conseguimos uma média de 5,5 litros.

Nas estradas mais sinuosas, a AK 550 é ágil e rápida em acelerações e em auto-estrada rapidamente chega a velocidades proibidas, no entanto, aceita aceita curvas longas na sua velocidade máxima sem vacilar.

Além disso, disponibiliza uma bolha relativamente alta onde apreciámos a proteção fornecida, que não causa nenhum redemoinho ou ruídos no capacete.

 Na verdade, enquanto algumas das suas concorrentes diretas quase fazem desligar os neurónios, em cidade permanece-se bem posicionado e com uma postura de mãos mais direta para o guiador , com uma condução mais pensada para o quotidiano.

Mais (+)

Preço

Motor
potente e rápido

Versatilidade
desportiva

Ergonomia dos comandos

Espaço de arrumação

Menos (-)

Largura
dos espelhos

Assento
duro

Turbulência
a velocidade altas

CONCORRENTES: MUITO ABAIXO DO VALOR DA TMAX 560

A taiwanesa AK
550 encontra três concorrentes de peso num segmento que, não sendo dos mais
acessíveis em termos do preço de compra, está no entanto muito bem servido em
termos de qualidade, acabamentos, muito completo em equipamento e com motores poderosos.

No mercado e face à concorrência a KYMCO está bem posicionada. Fica abaixo cerca de 1500 euros do preço da Yamaha TMax e mais ainda da BMW C650 Sport, a mais cara, sendo apenas superada pelo valor da SYM TL 500. Nas performances os seus 52,9 cv  consegue abrir guerra à rainha TMax e ter uma relação preço/qualidade que se aproxima da BMW  C650 Sport. Apenas no peso soma mais 10 quilos que a TMax 560, ítem onde como vem sendo hábito a BMW volta a ser a mais “cheinha”.

MODELOS CONCORRENTES                           PREÇO / POTÊNCIA / PESO

KYMCO AK 550                  9.999 € / 52,9 CV / 230 KG

YAMAHA TMAX 560         11.560 € / 46,9 CV / 220 KG

BMW C 650 SPORT           11.859 € / 60,0 CV / 249 KG

SYM MAXSYM TL 500       8.499 € / 40,8 CV /  223 KG

FICHA TÉCNICA

Preço: 9.999€

Cores disponiveis: Preto e Azul

MOTOR

Tipo de motor: Bicilindrico
paralelo (4T) DOHC, 4 válvulas por cilindro

Cilindrada: 550cc

Potência máxima: 39.5 kW (52,9 CV)
às 7500 rpm

Arrefecimento: líquido

Alimentação: Injecção Electrónica

Transmissão primária: CVT,
Embraiagem multidisco,

Transmissão secundária: correia
trapezoidal

Caixa de velocidades:  automática com embraiagem em banho de óleo

PARTE CICLÍSTICA

Quadro: tubular em aço

Suspensão dianteira: forquilha telescópica
invertida, bainhas

Suspensão traseira: braço
oscilante e mono-amortecedor horizontal regulável

Travão dianteiro: duplo disco Ø
270 m / ABS Bosch 9.1 Pinças Brembo

Travão traseiro: disco Ø 260 mm /
ABS Bosch 9.1 Pinça Brembo

Pneu dianteiro: 120/70-R15”

Pneu traseiro: 160/60-R15”

DIMENSÕES E CAPACIDADES

Comprimento: 2220 mm

Largura: 795 mm

Altura: 1450 mm

Distância entre eixos: 1580 mm

Altura do assento: 785 mm

Peso; 230 kg

Capacidade do depósito: 15 lt,

Tags: 2020consumosImpressões de conduçãopreçoTeste Kymco AK 550
Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira

Apaixonado por motos desde muito cedo, está desde há muito ligado à Comunicação Social, tendo trabalhado em diversos meios como AutoHoje, revista Motociclismo, jornal Volante, revista MotoMagazine e Autosport, entre outros.

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