As condições na pista de Lommel estavam cada vez mais
complicadas e depois de MX2 chegou a hora da qualificação de MXGP.
Os olhares estavam postos em Jasikonis que foi o melhor nos
treinos. Caso conseguisse uma boa sessão de qualificação as hipóteses de vencer
amanhã aumentariam certamente. No entanto, se não conseguisse passar as
primeiras curvas dentro do top 10 poderia estar em apuros. Tal acabaria por não
acontecer pois conseguiu um dos melhores arranques. Apesar disso, muito foram
os pilotos a lutar pelas primeira posições desde muito cedo, o que atirou
Jasikonis rapidamente para fora dos primeiros lugares.
Quem também começou muito bem foi Romain Febvre que chegou a
estar na primeira posição. A liderança não durou muito com Arnaud Tonus a
roubá-la pouco depois. Bem começou também Tom Gajser. Com todos os pilotos
ainda muito juntos podia ver-se também Jeremy Seewer, Gautier Paulin, Jeremy
Van Horebeek e Max Anstie desesperados por se manterem na frente.
Ainda no início da corrida de qualificação uma queda para
Febvre fez com que o piloto perde-se o ritmo e perde-se alguns lugares. Por
esta altura, Gajser tentava passar Tonus com sucesso com Anstie a passar já de
quinto para terceiro. O britânico começa a pressionar Tonus para tentar subir à
segunda posição e consegue. Na frente, Gajser tinha pouco mais de um segundo de
vantagem e lá atrás, Febvre começava a recuperar algumas posições e estava
agora em sétimo, atrás de Paulin.
Seewer estava muito rápido e fazia tudo menos desistir. Subiu
à quarta posição com Febvre agora em sexto e Anstie cada vez mais próximo da
liderança com um ritmo consistente. O facto de não ter nenhum piloto a
pressioná-lo parece ter impulsionado o britânico a arriscar um pouco mais.
No entanto, a ação decorria também um pouco mais para trás. Com
Seewer quase a cair com uma “save” ao estilo de Marc Marquez. A proeza
garantiu-lhe a permanência no quarto lugar mas o presente parece ter vindo
envenenado. O tempo que perdeu fez com que Van Horebeek e Romain Febvre se
aproxima-se e começassem a pressioná-lo.
Estávamos, nesta altura, a meio da sessão com muita coisa a
acontecer. Anstie estava à frente de Tonus, cada vez mais próximo de Gajser e
pronto para fazer a ultrapassagem que não tardaria a acontecer. O piloto da
Honda não ofereceu grande resistência e pareceu não se importar de levar no
bolso o segundo lugar. Correr riscos não era nem é uma opção pois Anstie não é
uma ameaça para o campeonato e ainda há muito para acelerar no dia de amanhã.
O britânico era o mais rápido em pista e lá atrás, fora do
top 10, na décima primeira posição, seguia Jasikonis. A luta fazia-se entre
Seewer e Tonus que, apesar de um pequeno erro, conseguiu responder bem ao suíço
que seguia em quarto.
Entretanto, Paulin, que seguia em sétimo cai e desce alguns
lugares. Apesar disso, a luta pela terceira posição não tinha fim com Seewer
quase a aterrar em cima de Tonus depois de um salto. Pouco depois, cai e,
apesar de ter remontado rapidamente, foi o suficiente para ser ultrapassado.
Com apenas quatro minutos para o final Anstie e Gajser
seguiam na frente com o britânico a mostrar uma performance irrepreensível. A
grande recuperação, nesta altura, era de Febvre, que já seguia na quarta
posição, atrás de Tonus.
No final da corrida, Romain Febvre ainda conseguiu subir
para o terceiro lugar, à frente de Arnaud Tonus e Van Horebeek, que se
conseguiu aguentar na frente de Jasikonis e Seewer, que terminaram na sexta e
sétima posições, respetivamente. A fechar o top 10 ficaram Simpson, Coldenhoff
e Monticelli.














