Numa época de distanciação social, em que praticamente não aconteciam corridas nem eventos desportivos, nove pilotos bem conhecidos dos fãs do desporto motorizado juntaram-se para o Moto Fite Klub. Alguns deles, há muito afastados das corridas, voltaram à competição, entre eles Ryan Sipes
Num formato de eliminação, frente a frente, Mike Alessi, o grande vencedor do evento, bateu Ryan Villopoto, e Ryan Sipes. Este último já tinha eliminado Kevin Windham, numa inesquecível batalha e acabou por terminar na terceira posição.
“A pista era muito fixe. Fomos para lá para treinar e foi importante perceber que o essencial era tornar o evento interessante para que todos quisessem assistir. Por isso, toda a gente se juntou com o mesmo objetivo e não podia ter corrido melhor. Quando as corridas começaram, foi intenso até ao final. Só tirei o meu capacete uma vez, penso eu. O mais divertido foi correr com o Kevin Windham, porque estávamos mesmo a dar tudo”, sublinhou Sipes.
“Ele ainda é muito rápido. Eu cometi um pequeno erro, porque fui um pouco longe demais em algumas situações, e ele ultrapassou-me. Depois, aproximei-me dele novamente, tentei passá-lo e funcionou. Foi super divertido. As corridas rápidas e de uma volta foram fixes. Tinhas de estar atento, mas tinhas de dar o máximo. É desse ritmo que eu gosto, quando se ultrapassa um bocadinho o limite. É isso que é divertido para mim. Ser terceiro é bom, mas pensei que teria um pouco mais para aqueles dois tipos (Alessi e Villopoto). Eles forma mesmo muito rápidos. Como a pista ficou mais escorregadia, as dois tempos foram um pouco mais difíceis de controlar”, revelou o piloto, que pilotou uma KTM de 300cc a dois tempos na prova.
“O problema (destas motos) não é a potência. São mesmo muito rápidas. Demasiado rápidas até. O Jamie Ellis da Twisted Development construiu-a e é um monstro. Até tenho um peso Steahly para colocar no volante só para a tentar acalmar mais. Ainda é boa, mas não é uma 450. Não tem o mesmo desempenho em condições mais escorregadias. Por isso, quando ficou escorregadio, tentei agarrá-la mas ela continuava a lutar contra mim. No entanto, se tiver de escolher uma moto pelo divertimento voltaria a escolher, sempre, uma dois tempos”, afirmou Ryan Sipes.
Quanto à pista, o piloto destacou que se sentiu melhor nas zonas mais planas, revelando ainda que gostava de voltar a participar num evento do género. “Fiquei feliz por ter conseguido uma vitória. Não queria ser o wild card e ter de enfrentar todos aqueles outros tipos. Foi brutal e espero que possamos fazer mais corridas deste género. É super divertido. É simplesmente diferente”, disse Sipes.
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Foto: Andrew Fredrickson













