Testes valem o que valem, e estes quase inverteram a ordem normal da classe
Os tempos finais do Teste Oficial de Misano acabaram por atirar uma bola curva: A supremacia de Pedro Acosta não foi uma surpresa total, até porque ainda ficou aquém do recorde da pista, pertença de Pecco Bagnaia.
A sessão da tarde decorreu das 14h às 18h e viu Pedro Acosta, da Red Bull KTM, marcar o tempo mais rápido do dia, 1:30.374s, enquanto trabalhava principalmente na configuração.

Porém, que dizer do segundo tempo de Raul Fernández na Trackhouse Aprilia? O jovem Madrileno pontuou consistentemente esta época e agora deixou todos em sentido com um crono a 0,387 de Acosta. De resto numa quase inversão do que acontece nas corridas, Morbidelli, DiGiannantonio, Aldeguer e Bagnaia focaram à frente de Márquez, que por sua vez deixou o irmão Alex a 1/10 de segundo.
Muito interesse rodeava a estreia dos pilotos regulares na Yamaha V4, mas Quartararo acabaria por dar um veredito algo negativo à sensação da moto, e o facto de que Miguel Oliveira, mesmo tendo baixado do seu Top 10 de dada altura a meio da tarde para acabar 15ª, bateu TODOS os pilotos Yamaha a 1,2 s do tempo da frente, fala volumes.

Miller e Rins partilharam a 2ª moto disponível, mas acabariam por ficar, no caso de Jack, a 1,2 da frente e no caso de Rins, mais de 1,7 segundos.
Francesco Bagnaia, ao chegar a 6º na Ducati Lenovo, parece ter andado na direção certa, até nos lembrarmos que ficou a 0,574s do seu próprio recorde do traçado.
O companheiro de equipa de Fernandez na Trackhouse Aprilia, Ai Ogura, não testou depois de ter lesionado a mão num acidente de corrida no domingo.
Joan Mir, que falhou no sábado devido a dores no pescoço, também esteve ausente.
O próximo teste oficial será após o final da temporada em Valência, em meados de novembro. Entretanto, as cinco fábricas de MotoGP permanecerão em Misano para a sua estreia com pneus Pirelli, apenas com pilotos de teste, na terça-feira…

















