Valentino Rossi acredita que teve “sorte genética” para evitar um dos problemas físicos mais comuns entre os pilotos de MotoGP.
O enorme esforço físico de controlar uma moto com quase 300 cavalos ao longo de toda a distância de um Grande Prémio faz com que mesmo os pilotos mais preparados tenham de recorrer frequentemente à cirurgia para tratar a Síndrome compartimental, conhecida no paddock como arm pump.
A operação ajuda a combater o conjunto de sintomas — dor no antebraço, dormência e perda de força — melhorando o fluxo sanguíneo para os músculos afetados.
No entanto, um piloto que nunca precisou dessa cirurgia foi o nove vezes campeão do mundo Valentino Rossi.
Durante o jantar do Hall of Fame realizado em setembro passado, cujas imagens foram divulgadas recentemente pelo MotoGP.com, o antigo rival Dani Pedrosa perguntou a Rossi se alguma vez tinha sofrido de arm pump.
— “Zero”, respondeu Rossi.
Surpreendido, Pedrosa — que acabou por optar pela forma mais radical de cirurgia, com a remoção completa da fáscia muscular do antebraço, para salvar a carreira no início de 2015 — insistiu:
— “Mas zero, zero?”
— “Nunca tive arm pump”, confirmou Rossi.
— “Nunca? Que sortudo!”, respondeu Pedrosa a sorrir.
O antigo colega de equipa de Rossi na Yamaha, Jorge Lorenzo, acrescentou:
— “Isso é uma grande vantagem.”
Rossi explicou depois que já tinha sentido algo semelhante, mas apenas no motocross.
— “Já tive um pouco às vezes no motocross, mas no MotoGP nunca.”
— “Mais do que arm pump, às vezes ficava cansado. Sentia falta de força, mas o antebraço e a mão funcionavam normalmente.”
Na sua opinião, a explicação está na genética:
— “Acho que é sorte genética”, continuou Rossi.
— “Depende dos teus genes, de quão grandes são os teus antebraços.”
— “E isso foi uma grande sorte para mim.”
















