Alguns queixam-se do dobro de partidas significar o dobro do perigo
Ultimamente, não há como negar que as corridas Sprint tornaram o MotoGP mais emocionante. As audiências aumentaram, os sábados tornaram-se mais importantes e os fãs estão a assistir a mais ação nas pistas do que nunca.
Mas há um lado negativo. Desde a introdução do formato Sprint, o número de partidas que os pilotos enfrentam praticamente duplicou. Os arranques já estão entre os momentos mais perigosos de um fim de semana de corrida, e agora espera-se que os pilotos atuem no seu limite duas vezes por fim de semana, aumentando ainda mais o desgaste físico.

“44 arranques com estas motos não é a melhor forma de minimizar o risco” — comenta Marc Márquez. Marc Márquez, Pecco Bagnaia e Fabio Quartararo estão entre os pilotos que manifestaram preocupação com o impacto das corridas Sprint na segurança e na fadiga física.
Como resultado, alguns sugeriram limitar as corridas Sprint a fins de semana selecionados do Grande Prémio, em vez de as realizar em todas as etapas. Com 22 etapas já no calendário, muitos acreditam que a temporada já é suficientemente exigente sem duplicar a intensidade em nome do entretenimento e dos negócios. Uma série de lesões em corridas recentes parece confirmar esta teoria, com um número considerável de pilotos sempre a recuperar de lesões, neste momento, por exemplo, o próprio Márquez, mas também Martin, Viñales, Zarco e Alex Márquez.
















