O Grande Prémio dos Países Baixos deixou uma imagem pouco habitual para a Ducati. Enquanto a Trackhouse Aprilia assinou uma dobradinha tanto na Sprint como na corrida de domingo, a equipa oficial de Borgo Panigale passou praticamente despercebida. Marc Márquez terminou em sexto no sábado e sétimo no domingo, enquanto Pecco Bagnaia foi sétimo na Sprint e abandonou a corrida quando lutava pelas posições da frente.
Após o fim de semana de Assen, o diretor-geral da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna, fez o balanço da prova no seu perfil do LinkedIn, onde reconheceu que o desempenho da equipa esteve longe do habitual.
“Para a equipa de fábrica, este acabou por ser um Grande Prémio substancialmente anónimo, ainda que disputado com determinação, mas sem qualquer presença no pódio. Nunca conseguimos assumir o protagonismo a que estamos habituados e que nos é exigido”, começou por afirmar o italiano.
Ainda assim, Dall’Igna destacou o equilíbrio atual do MotoGP e o sucesso alcançado pela Aprilia durante o fim de semana.
“Mas o nosso desporto oferece espaço para todos e, depois de Assen, encontramos uma classificação geral ainda em aberto, com alguns novos candidatos. Foi uma corrida animada, que produziu resultados extraordinários, repetindo os da Sprint. Os meus mais sinceros parabéns à equipa de Davide Brivio.”
Embora o piloto espanhol não tenha conseguido lutar pela vitória, Dall’Igna fez questão de destacar a sua atitude ao longo de toda a corrida.
“A Ducati esteve bem representada por um formidável Di Giannantonio e por um extraordinário Alex Márquez, não apenas pelas posições em que terminaram, mas pelo coração e carácter que demonstraram nas suas prestações. E o mesmo se aplica a Marc: terminou apenas em sétimo numa corrida disputada com orgulho, na qual chegou, a certa altura, a ocupar a terceira posição.”
O dirigente italiano foi ainda mais longe ao elogiar a forma de competir do oito vezes campeão do mundo.
“É precisamente isso que distingue os campeões: homens que lutam por cada posição, contra todas as probabilidades, e que oferecem sempre espetáculo. No final, tudo correu bem, por assim dizer, porque a diferença na classificação manteve-se inalterada e, atrevo-me a dizer, justamente, tendo em conta a sua generosidade competitiva.”
















