MotoGP, o Top 10 de 2020: 7 Pol Espargaró

Por a 26 Dezembro 2020 15:00

Na ausência de Marc Márquez, ninguém lutou tanto pelos pódios conseguidos como Pol Espargaró fez em 2020 a caminho de 5º no Mundial

O espanhol andou de pleno coração como ninguém na grelha, da primeira à última volta de cada sessão e corrida, sempre feliz por levar a sua RC16 além dos limites e a lutar até ao fim. Esta atitude pode compensar muitas deficiências da sua máquina, e fazer com que lhe perdoemos a natural amargura de, depois de todos os seus esforços, terem sido outros, ainda por cima um de umas equipa satélite, os únicos a vencer com a moto que ele ajudou a desenvolver.

Espargaró teve de lidar com essa derrota pelos pilotos mais jovens da KTM, Brad Binder e Miguel Oliveira, que conseguiram as primeiras vitórias da RC16, mas mesmo assim, obteve cinco pódios, sempre em terceiro, mas mais do que qualquer outro piloto, além de Mir e Morbidelli, que, claro, acabaram o ano em 1º e 2º!

Começando com sexto em Jerez, Pol seguiu esse resultado com sétimo na Andaluzia no fim-de-semana seguinte, antes de ficar duas corridas sem acabar, na Checa e na Áustria, esta ultima quando famosamente Oliveira colidiu com ele, acusando-o de ter “fechado a trajetória” com o famoso comentário de que “nem todos nasceram com a mesma inteligência”.

A partir daí, instalou-se uma mal-disfarçada animosidade entre ambos, nutrida, claro, pelos media, mas em pista, Espargaró regressaria ao Red Bull Ring com o pódio que por pouco não fora vitória, quando ao atrapalharem-se mutuamente, ele e Miller deram a Oliveira o ensejo de vencer pela primeira vez em MotoGP…

Um Top 10 em San Marino foi seguido de outro terceiro na Emilia Romagna, quando a KTM mostrou marcada melhoria duma semana para a outra no traçado do Marco Simoncelli.

Seguiu-se desilusão com mais uma corrida sem acabar na Catalunha, e outro pódio combatido no dilúvio de Le Mans, marcando a época de altos e baixos do homem já indigitado para apoiar Marc Márquez na Honda em 2021.

Aragón foi outro contraste, com 12º na primeira corrida e um pódio falhado por pouco na segunda, a que se seguiram dois consecutivos no Ricardo Tormo, decerto o seu circuito de eleição, pois nele tinha dado à KTM o seu primeiro pódio dois anos antes.

A época acabou em Portimão com outro excelente quarto, algo esquecido pelo desempenho dominante de Oliveira.

O Catalão também não fez favores à sua popularidade ao manifestar o seu ressabiamento contra o sucesso alheio, com a famosa boca a Oliveira, de que tinha ganho “na moto que ele construiu”, ou ao alcunhar o Português de “Einstein”, comentário que lhe saiu pela culatra quando Miguel venceu na Estíria e celebrou com a famosa pose de língua de fora, ou ainda mal elogiando o título do conterrâneo Joan Mir quando todos os outros lhe deram os parabéns sem reserva, a começar por Márquez.

Para o ano, na Honda Repsol oficial,  e especialmente com dúvidas sobre a condição inicial de Márquez, ou até a certeza da sua presença, a combinação de agressividade e resiliência do Espanhol decerto o verá ter uma época ainda melhor que o seu 5º deste ano no campeonato, empatado em pontos com Andrea Dovizioso, que no entanto venceu uma vez.

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