Miguel Oliveira continua a provar porque é um dos pilotos mais consistentes e subestimados do atual pelotão do MotoGP. Apesar de um início de temporada difícil, marcado por lesões e um longo período de recuperação, o piloto português protagonizou uma segunda metade de época notável, destacando-se como o melhor piloto Yamaha nas últimas dez rondas, quando excluído Fabio Quartararo da comparação direta. Nesse período, Oliveira somou 32 pontos, superando claramente os seus colegas de marca Jack Miller (26 pontos) e Alex Rins (25 pontos) — um feito que reforça a sua capacidade de adaptação e a eficácia com a YZR-M1, mesmo em condições adversas.
O desempenho do português ganha ainda mais peso tendo em conta a complexidade da moto japonesa e as dificuldades que os pilotos da Yamaha têm enfrentado ao longo do ano. Oliveira mostrou uma evolução constante, combinando maturidade, precisão e inteligência tática, o que o tornou presença regular dentro dos pontos e, por várias vezes, o melhor representante da marca em pista.
No entanto, apesar destes resultados e da consistência demonstrada, a Yamaha optou por dispensar Miguel Oliveira no final da temporada — uma decisão que gerou surpresa entre adeptos e analistas. Enquanto Rins e Miller enfrentaram altos e baixos, o português manteve-se sólido e eficaz, garantindo mais pontos do que ambos e mostrando ser um valor seguro dentro da estrutura da marca. Ainda assim, Oliveira despede-se da Yamaha com números que falam por si e com a certeza de que continua a ser um dos pilotos mais completos e determinados do MotoGP.
















