A sorte não tem estado do lado de Marco Bezzecchi nas últimas rondas do campeonato. O piloto italiano esteve envolvido numa queda na primeira curva do Grande Prémio da Hungria, juntamente com o seu companheiro de equipa Jorge Martín. Em Assen, voltou a cair durante a corrida quando tentava alcançar Marc Márquez e entrar na luta pelas posições da frente.
Como consequência, o piloto da Aprilia chegou ao Grande Prémio da Alemanha ainda fisicamente debilitado. No entanto, o verdadeiro problema surgiu durante a segunda sessão de qualificação de sábado. Bezzecchi sofreu um violento highside que provocou uma fratura deslocada da clavícula esquerda. Depois de ser operado, espera agora que a pausa de verão lhe permita recuperar a tempo do regresso da competição em Silverstone.
Após o acidente, o italiano partilhou uma publicação no seu blogue onde revelou como viveu os últimos dias.
“Cheguei ao Sachsenring ainda com algumas dores de Assen. Não estava a cem por cento e sabia disso. O plano era simples: avançar passo a passo, avaliar como me sentia em cada sessão e não forçar aquilo que não podia ser forçado.”
O piloto recordou que o início do fim de semana tinha sido bastante positivo.
“A sexta-feira correu melhor do que esperava. Fui sétimo na pré-qualificação e consegui o acesso direto à Q2. Não era algo garantido, tendo em conta de onde vinha. O ritmo de corrida parecia bom e havia uma base sobre a qual trabalhar. Disse para mim mesmo: ‘ok, estamos de volta’.”
Mas tudo mudou na manhã de sábado.
“Na Q2, na segunda volta, na Curva 7. Perdi a traseira a cerca de 140 km/h. Sofri um highside, caí e fui parar à gravilha. Regressei às boxes na traseira de uma moto e já sabia que algo não estava bem.”
Após ser observado no centro médico, confirmou-se a fratura e a necessidade de cirurgia imediata.
“Voei de volta para Itália nessa mesma tarde e, na manhã de domingo, fui operado pelo Dr. Giuseppe Porcellini e pela sua equipa. A operação correu bem e já estou em casa.”
Bezzecchi deixou também uma mensagem de agradecimento à equipa médica que o acompanhou.
“Obrigado ao doutor e a toda a sua equipa. Não é a primeira vez que tratam uma fratura minha. Há dois anos aconteceu exatamente o mesmo, na mesma clavícula. São verdadeiros profissionais e tê-los ao meu lado em momentos como estes significa muito para mim.”
Agora, o foco está totalmente na recuperação para a segunda metade da temporada.
“Tenho três semanas de pausa antes de Silverstone. Não era assim que gostaria de chegar lá, mas é o que é. Agora é baixar a cabeça, recuperar, fazer fisioterapia e tudo o que for necessário para voltar à moto na melhor forma possível.”
O italiano admitiu ainda que atravessa um dos períodos mais difíceis da sua carreira recente.
“Foi um mês e meio muito duro: Hungria, Brno, Assen e Alemanha. Quatro fins de semana para esquecer, cada um por razões diferentes. Dói, não vou fingir que não.”
Apesar das dificuldades, Bezzecchi garante que não pensa desistir.
“Mas há uma coisa que tenho muito clara. Este é um momento difícil. Mas nós somos mais fortes. Nada me fará desistir.”
















