Fabio Quartararo afirma que conseguir pilotar mais próximo do limite da sua Yamaha V4 foi a chave para alcançar o melhor fim de semana da moto até agora no MotoGP, em Le Mans.
Depois de regressar à asa dianteira do ano passado, Quartararo qualificou-se em sexto lugar diante do público da casa, antes de terminar em quinto na Sprint e sexto no Grande Prémio.
O resultado pulverizou o anterior melhor resultado da V4 numa corrida principal — um 14.º lugar — e Quartararo está agora ansioso por perceber se a melhoria de “feeling” continuará este fim de semana na Catalunha.
“Em Jerez, estava muito longe da minha melhor volta de 2025. [Em Le Mans] fiquei apenas a quatro décimos. Continua a ser quatro décimos, mas podemos estar satisfeitos porque consigo sentir mais o limite da moto”, afirmou Quartararo.
O campeão do mundo de 2021 sublinhou que o progresso surgiu sobretudo da melhor sensação com a frente da moto, e não de novas peças de performance.
“Tentamos sempre encontrar desempenho através das afinações, mas acho que depois de fazermos cinco voltas já sabemos qual é a nossa base. Até termos novas peças, não vamos mudar a moto agora… Quando a equipa trouxer novidades, vamos testá-las e perceber se conseguimos mais desempenho. Trabalhámos muito na eletrónica este ano, para eu ter mais controlo e depender menos da eletrónica. Isso foi positivo, mas conseguimos ver que o Pecco nas primeiras voltas simplesmente ultrapassou-me na Curva 1 como se nada fosse. Depois, claro, ainda precisamos de encontrar mais potência, especialmente da terceira à sexta mudança, mais aderência… mais, mais, mais.”
Apesar disso, o cronómetro mostrou Quartararo muito mais próximo do vencedor da corrida do que em Jerez.
“Para mim, a posição é apenas um número, mas em Jerez, após 26 voltas, terminámos a 29 segundos do Alex [Márquez]. [Em Le Mans] terminámos a 7 segundos do Jorge [Martín]”, explicou Quartararo.
“É isso que eu observo mais. Mais do que o tempo por volta, o quão perto estamos. E acho que foi positivo.”
Quartararo — que, segundo informações, deverá juntar-se à Honda na nova era dos motores 850cc em 2027 — conquistou a sua primeira vitória em Grandes Prémios em Barcelona, ainda na Moto2, e venceu na MotoGP em Montmeló em 2020 e 2022.
No ano passado, terminou em segundo na Sprint e quinto no Grande Prémio com a antiga Yamaha equipada com motor em linha.
“Fiquei muito satisfeito com a sensação que tive na moto no sábado e domingo em Le Mans, e os resultados foram bastante bons”, afirmou Quartararo antes do GP da Catalunha.
“Montmeló é uma pista de que gosto e este fim de semana será um bom teste para perceber se a afinação que encontrámos no teste de Jerez também funciona bem aqui. Estou focado e motivado, como sempre, por isso vou dar tudo para conseguir novamente os melhores resultados possíveis.”
















