Outra variável a ter em conta é a possibilidade de chuva durante o fim de semana, algo que poderá alterar o desempenho atual das motos. No entanto, Jorge Martín não quis perder muito tempo a falar das condições meteorológicas, mantendo o foco na sua pilotagem.
«Não posso controlar o tempo, por isso tenho de me concentrar naquilo que posso fazer: tentar ser competitivo e dar tudo em quaisquer condições. Não posso ficar contente se chover, mas as condições serão iguais para todos. Nos últimos anos, quando corri aqui com frio, fui rápido. Sem dúvida que é mais perigoso, mas temos de manter a concentração e tentar fazer um bom trabalho», afirmou. «As condições são iguais para todos. Temos de tentar ser competitivos e fazer o melhor possível», acrescentou.
Quanto aos favoritos para o Grande Prémio, o piloto de San Sebastián de los Reyes preferiu afastar-se das previsões, destacando o bom momento dos seus rivais.
«Acho que posso ser rápido, mas, neste momento, o Marco está a apresentar um rendimento muito forte. O Raúl também é competitivo e Phillip Island é um dos circuitos favoritos de Márquez. Acho que será um bom fim de semana e espero que haja batalhas até ao final da corrida. Tenho saudades dessa sensação de lutar até ao fim», confessou.
O seu companheiro de equipa, Bezzecchi, venceu na Indonésia, mas Martín explicou por que razão não tentou lutar com ele pela vitória.
«Ganhou porque era o mais forte. Obviamente, tive de ser um pouco mais conservador: não podia envolver-me nessa batalha e arriscar uma queda. O Marco sempre foi muito rápido e Mandalika é um circuito de que gosta. Vamos ver o que conseguimos fazer aqui na Austrália.»
Quanto a Marc Márquez, o seu principal rival na luta pelo título, o espanhol afirmou na Indonésia que conseguir recuperar pontos a Martín já seria uma vitória, deixando sobre o piloto madrileno toda a responsabilidade de assumir o favoritismo na luta pelo campeonato.
No entanto, Jorge não quis entrar nesse jogo psicológico e sublinhou que tudo pode acontecer.
«Não interpretei as suas declarações porque não as ouvi. Cada um tem a sua própria opinião. Ele pensava que perderia pontos na Indonésia, mas isso não aconteceu. Nunca se sabe como vai correr um fim de semana: podemos chegar a um circuito convencidos de que vamos ganhar tudo e aumentar a vantagem na classificação, mas depois as coisas tomam um rumo diferente.
Se não tivesse tido a pressão do campeonato, talvez tivéssemos vencido no sábado e, no domingo, poderíamos ter tido uma corrida diferente, talvez mais rápida. De qualquer forma, tive boas sensações; fui rápido e competitivo. Acho que também posso estar assim aqui», explicou.
Além disso, Martín foi pragmático ao definir o seu objetivo para o Grande Prémio: procurar ganhar vantagem sobre Marc, mas sem correr riscos desnecessários.
«Tenho de tentar somar pontos, mas também evitar perdê-los. Cada um tem a sua própria forma de correr. Se conseguir fazer uma grande corrida e somar pontos, perfeito. Se tiver de me concentrar em perder o menor número possível de pontos, também está bem. Essa é a minha abordagem: não posso pensar que, se quiser ganhar, então vou ganhar. Tenho de fazer tudo bem, e isso permitir-me-á lutar pela vitória. Espero conseguir fazê-lo, mas veremos como corre o fim de semana», afirmou.
O espanhol também estabeleceu como objetivo melhorar já no dia seguinte.
«Ainda não estou completamente habituado às sextas-feiras. Estou um pouco limitado em alguns aspetos, mas estou a trabalhar para estar o mais preparado possível», explicou.
Deixando de lado o Grande Prémio da Austrália, Jorge Martín abordou ainda a incerteza que reina no paddock em torno da realização, ou não, do Grande Prémio do Qatar.
Sobre o assunto, o líder do campeonato foi claro:
«Cada dia traz uma situação diferente. Ninguém me disse que não devemos ir: é um circuito de que gosto e, se corrermos, estarei bem. Se a Dorna nos der as garantias necessárias e nos disser que é seguro, acho que podemos confiar nela.
Pode acontecer qualquer coisa no mundo, mas se o Qatar nos garantir que as condições são adequadas para competir, confiarei na decisão», concluiu.
















