Marc Márquez (Ducati) foi o vencedor do Grande Prémio da República Checa, numa corrida em que se poupou a início para atacar o triunfo a meio da corrida. Marco Bezzecchi (Aprilia) e Pedro Acosta (KTM) completaram o pódio, formado por três construtores diferentes.
POR RICARDO FERREIRA . FOTO DUCATI
Hoje, Marc Márquez voltou a fazer história, igualando Valentino Rossi ao ganhar cinco corridas consecutivas, com duas marcas distintas. 219 mil espetadores durante o fim de semana assistiram à 12ª etapa do Mundial de MotoGP, o Grande Prémio da República Checa, no regressado circuito de Brno após uma ausência de 5 anos no calendário. Um sucesso!
Os pilotos da Ducati, Pecco Bagnaia e Marc Márquez, lutaram pelo primeiro lugar na volta inicial, mas seria Marco Bezzecchi (Aprilia) a assumir a liderança da corrida. Largando da 17ª posição, Miguel Oliveira ganhava duas posições nesta fase.
Perfeito começo de Bezzecchi que ganhava três posições no arranque para liderar a corrida à frente de Márquez, Pedro Acosta (KTM), Francesco Bagnaia e de um surpreendente Raul Fernandez com a Aprilia RS-GP25 da Trackhouse. Fabio Quartararo (Yamaha) e Jorge Martin vinham nas posições 6 e 7, com Jack Miller (Pramac Yamaha), Brad Binder e Johann Zarco a fecharem o Top 10. Muito mais atrás, Miguel Oliveira sofria, perdendo as duas posições ganhas a Di Giannantonio e Ogura e regressando a P17 – a sua posição de partida.
A 12 voltas do final dá-se a mudança de líder, com Marc Márquez a subir a primeiro por troca com Marco Bezzecchi. Pedro Acosta mantinha-se no terceiro lugar, à frente de Bagnaia e Fernandez. Quartararo e o regressado Martin, também se mantinham nas posições 6 e 7. Nesta altura, Zarco era superado por Fermín Aldeguer, que assim subia ao décimo lugar, e logo depois por Luca Marini, P11 com a Honda de fábrica. Zarco descia a 12º, muito por conta do pneu macio que escolheu para a sua LCR Honda. A 8 voltas do final, Márquez detinha 1 segundo e meio de vantagem sobre o segundo classificado, ainda Bezzecchi. Pedro Acosta mantinha-se no terceiro lugar, mais de 2 segundos à frente de Bagnaia. Enea Bastianini, Joan Mir e Alex Márquez já faziam parte da lista de desistentes. Quanto a Miguel Oliveira, nada de novo do piloto português, que continuava no penúltimo lugar (P17), apenas com Augusto Fernandez atrás de si.
A 5 voltas do final, Marc Márquez aumentava a sua vantagem sobre a Aprilia de Bezzecchi para 2.650 segundos, com Acosta a 3.491 segundos do líder. O oito vezes campeão mundial começava assim a construir uma vitória, que parecia certa, num dos circuitos onde registou muitas alegrias no passado. Márquez parecia ter as coisas perfeitamente controladas! Entretanto, Bagnaia procurava a aproximação ao piloto da KTM, Pedro Acosta. Quartararo e Martin continuavam nas posições 6 e 7. Oliveira em P17 mais uma vez via a possibilidade de pontuar escapar-se…
















