Depois de uma primeira época difícil em Moto2 ao serviço da Leopard Racing, onde mesmo assim conseguiu ser o segundo melhor estreante do campeonato, Miguel Oliveira apareceu rejuvenescido em 2017 agora ao serviço da Red Bull KTM Ajo, equipa com a qual foi vice-campeão do mundo de Moto3 em 2015.
Os bons resultados nos testes de pré-época foram sinais encorajadores para uma época que poderá ser muito positiva para o piloto português. Em conversa com o MotoSport o comentador da SportTV, Miguel Praia, considera que Miguel Oliveira está “outro piloto. Nota-se em diversos aspectos que é um piloto que regressou a casa. O Miguel sabe que está na equipa que quer e que pode levar a um inédito título em Moto2, o que dá muita confiança. Neste inverno fez um trabalho muito forte ao nível do treino passando muito tempo em cima da moto. Mudou radicalmente a sua estratégia de preparação e acho que esse factor aliado ao da equipa onde está inserido acabam por construir um Miguel Oliveira muito forte”.
Em relação aos resultados obtidos durante a pré-temporada, Praia entende que estes foram “surpreendentes tendo em conta a juventude do projecto. O resultado dos testes oficiais no Qatar foi uma surpresa porque a KTM nunca tinha rodado na pista de Losail. No entanto obviamente que irá existir uma ou outra pista onde o Miguel e a KTM venham a sentir mais dificuldades pela falta de informação que têm sobre esses mesmos circuitos. Honestamente acho que o Miguel e a sua equipa têm tanta qualidade que conseguem resolver os problemas de uma forma tão eficaz, que mesmo visitando um circuito novo rapidamente conseguirão dar a volta ao texto em caso das coisas não correrem tão bem”.
Já sobre uma hipotética conquista do título por parte de Miguel Oliveira no final do ano, Miguel Praia coloca o piloto luso, apesar de ter “menor responsabilidade”, no lote dos principais candidatos ao ceptro mundial em conjunto com Thomas Lüthi, Franco Morbidelli e Takaaki Nakagami. Contudo o antigo piloto do Mundial de Superbikes e Supersport sublinha que o “título não poderá ser exigido nem devemos colocar essa pressão sobre o Miguel. Isto porque é apenas o segundo ano que Miguel Oliveira vai cumprir em Moto2 e não nos podemos esquecer que será o primeiro ano da equipa nesta categoria. Se conseguir será um feito fantástico, mas não nos podemos esquecer da juventude do projecto”.














