Depois de ter abandonado a corrida em Sepang devido à lesão na mão direita, Raúl Fernández recebeu autorização médica para competir no Grande Prémio do Qatar. O piloto espanhol fraturou dois dedos na corrida Sprint da Indonésia e, desde então, tem trabalhado para recuperar o mais rapidamente possível, de forma a não perder o final da temporada. Estas foram as suas declarações aos meios de comunicação social, segundo o site https://www.motosan.es.
O piloto explicou que se sente bastante melhor para esta ronda. Fernández regressou a casa para continuar o processo de recuperação e conseguir estar presente no Qatar.
«Sinto-me melhor. Neste momento, acho que nem sei bem onde estou, porque apanhei demasiados aviões para regressar a casa e voltar para aqui. Também passei muito tempo a utilizar equipamentos para tentar recuperar o dedo e tenho uma sensação bastante estranha. Mas penso que, se estou aqui, é porque me sinto preparado.»
O piloto explicou ainda que a lesão não irá agravar-se caso sofra uma queda.
«Neste momento, ainda não está perfeita, mas é mais seguro pilotar. Se cair, a lesão não vai piorar. Para mim, isso é o mais importante. Depois, teremos de poupar muita energia. Penso que ainda vou ter de utilizar outro dedo para travar. Também preciso de algum tempo para adaptar um pouco o meu estilo de pilotagem.»
Fernández explicou que irá progredir gradualmente ao longo do fim de semana, sessão após sessão, para perceber até onde consegue chegar.
«Quero ir experimentando sessão a sessão e depois veremos. Penso que temos aqui outra excelente oportunidade. Gosto muito de competir neste circuito do Qatar. No entanto, nunca consegui um bom resultado. Por isso, talvez tenha chegado o momento de mudar um pouco essa história. Penso que temos uma oportunidade muito boa.»
Relativamente à possibilidade de competir este fim de semana no Qatar, Raúl Fernández reconheceu que foi acertado regressar a casa para continuar a recuperação.
«Penso que fizemos um bom trabalho. Foi a decisão certa regressar a casa, porque tinha alguns equipamentos em Andorra que aceleraram um pouco o processo de recuperação. Por isso, sim, penso que foi uma boa decisão. O problema é que, com todo o tempo que passamos nos aviões, acabamos por perder um pouco a noção do tempo em que estamos a viver. Mas pronto, é normal.»
O piloto da Trackhouse teve poucos dias para recuperar da lesão.
«Quando regressei a casa, passei praticamente um dia inteiro no avião. Depois, tive quatro ou cinco dias para recuperar. Para vir para aqui, apanhei o avião ontem e viajei durante a noite. Por isso, penso que me sinto um pouco melhor para enfrentar este processo. Considero que escolhemos um voo bastante adequado, para não passar demasiado tempo em viagem.»
Ainda assim, o espanhol explicou que dedicava várias horas por dia ao processo de recuperação.
«Só na câmara hiperbárica passava cerca de duas horas e meia. Ficava lá dentro a ver televisão. Por isso, sim, penso que acabava por passar mais de quatro ou cinco horas por dia neste processo», concluiu.
















