Com o Grande Prémio da Grã-Bretanha arrancou a segunda metade da temporada de MotoGP. Restam onze rondas — dez, caso se confirme o cancelamento do Grande Prémio do Qatar, atualmente adiado para o início de novembro — até ao encerramento da época, previsto para o fim de semana de 27 a 29 de novembro, em Valência. Será o capítulo final de uma temporada que começou no final de fevereiro com os testes de pré-época.
Serão nove intensos meses de ação, aos quais se seguirão apenas algumas semanas de pausa de inverno antes de o MotoGP voltar a arrancar. O reinício acontecerá em fevereiro, com os tradicionais testes de inverno que permitirão a equipas e pilotos prepararem-se para a primeira temporada da nova era das motos de 850 cc. O arranque do campeonato está marcado para a Tailândia, no fim de semana de 5 a 7 de março, duas semanas depois da apresentação oficial da temporada, agendada para 21 de fevereiro de 2027, no Rio de Janeiro, Brasil.
Um calendário tão preenchido deixa muito pouco tempo aos pilotos para recuperarem do esforço acumulado em pista. Mais do que o número de corridas, é a forma como estas estão distribuídas ao longo do ano que gera dificuldades. Pelo menos essa é a opinião de Luca Marini, que abordou o tema numa entrevista concedida à Speedweek.
«Para mim, a distribuição das corridas ao longo do ano não é a ideal. Penso que deveríamos concentrar mais os Grandes Prémios e, em contrapartida, criar uma janela de pausa mais ampla durante o inverno», observou o piloto da Honda.
«Gosto do tempo que passo no paddock e até passaria mais tempo nele se tivéssemos uma verdadeira pausa de inverno. O problema é que, atualmente, praticamente não temos tempo. Não temos tempo nem para recuperar verdadeiramente energias nem, mais importante ainda, para nos prepararmos de forma específica para a temporada seguinte. Não há tempo para continuar a evoluir», prosseguiu Marini, sublinhando que o calendário atual obriga os pilotos a treinarem sem interrupções.
«Com a programação atual não é possível parar e não fazer nada durante algum tempo. Treino durante todo o ano. Preciso de utilizar toda a minha energia para estar preparado, mas gostaria de ter mais tempo para recuperar melhor de lesões antigas. Também gostaria de conseguir melhorar fisicamente de uma temporada para a outra, mas para isso é necessário tempo para seguir programas específicos de fisioterapia», concluiu.
















