Há várias peças deste puzzle que ajudam a perceber porque é que Miguel Oliveira ainda não anunciou a renovação com a BMW para 2027. A realidade, neste momento, parece estar algures entre a vontade da BMW em continuar com o português e o próprio Miguel a explorar todas as oportunidades disponíveis antes de tomar uma decisão definitiva.
Quando a BMW decidiu não ativar a cláusula automática de renovação existente no contrato de Oliveira, muitos interpretaram isso como um sinal de dúvida por parte da marca alemã. No entanto, Shaun Muir, responsável da equipa, explicou recentemente que as lesões de Miguel Oliveira e Danilo Petrucci durante a época impediram uma avaliação justa do rendimento de ambos, motivo pelo qual a decisão foi adiada para depois dos testes de Donington, Estoril e Magny-Cours.
Ao mesmo tempo, o próprio Muir admitiu que Oliveira está a analisar outras opções para o futuro, algo que a BMW encara com naturalidade. Segundo o dirigente britânico, “é prerrogativa do piloto explorar as suas opções”, confirmando que ainda não existe uma decisão final sobre a dupla de pilotos para os próximos anos.
Uma das teorias que circula no paddock aponta para a possibilidade de Miguel Oliveira estar à espera de uma oportunidade de regressar ao MotoGP. No entanto, essa hipótese parece cada vez mais difícil.
Grande parte dos lugares para 2027 já está ocupada ou reservada para pilotos que fazem parte dos programas das fábricas, enquanto vários nomes experientes do MotoGP procuram igualmente alternativas para o futuro. O mercado da categoria rainha está praticamente fechado e, salvo uma reviravolta inesperada, não parece existir atualmente uma vaga claramente acessível para o português.
Nos últimos dias surgiu uma hipótese que está a ganhar força nos bastidores: uma possível mudança para a Aruba.it Ducati caso Nicolò Bulega deixe o Mundial de Superbike.
Diversas fontes do paddock têm apontado Miguel Oliveira como um dos nomes considerados pela estrutura italiana para ocupar uma eventual vaga deixada pelo líder do campeonato. A informação foi inicialmente avançada em Portugal e acabou por ganhar eco internacional.
Do ponto de vista desportivo, seria uma oportunidade extremamente interessante. A Ducati continua a ser a referência do campeonato e uma mudança para a equipa oficial poderia colocar Oliveira imediatamente na luta pelos títulos.
Por outro lado, existem também rumores de que a BMW pretende apresentar um projeto muito mais ambicioso ao piloto português.
Segundo várias informações que circulam no paddock, a marca alemã estará a trabalhar numa renovação de longa duração, potencialmente por três anos (2+1), com Miguel Oliveira a assumir um papel central no projeto desportivo da BMW. O objetivo passaria por construir uma candidatura sólida ao título mundial de Superbike nos próximos anos, aproveitando a experiência do português e o investimento contínuo da marca.
Além disso, a continuidade de Oliveira poderia ganhar ainda mais relevância caso a BMW decida, no futuro, avançar para o MotoGP. Embora não exista qualquer confirmação oficial de um projeto nesse sentido, o fabricante alemão tem sido regularmente associado a essa possibilidade. O próprio Oliveira já admitiu que gostaria de ver a BMW na categoria rainha, embora tenha reconhecido que a marca continua fortemente comprometida com o WorldSBK.
Analisando todas as informações disponíveis, o cenário mais plausível neste momento continua a ser a permanência de Miguel Oliveira na BMW.
A marca quer manter o piloto, o próprio Shaun Muir mostrou confiança numa resolução positiva das negociações e os rumores apontam para um projeto de médio/longo prazo bastante atrativo.
Ainda assim, Oliveira parece estar a jogar bem as suas cartas. Antes de assinar, quer perceber se existe uma oportunidade mais competitiva no mercado — especialmente na Ducati — ou até alguma abertura inesperada no MotoGP. Só depois de esgotadas essas hipóteses deverá surgir uma decisão final.
Neste momento, a sensação no paddock é que a BMW continua a ser favorita para manter Miguel Oliveira, mas a Aruba.it Ducati pode ser a alternativa que mais ameaça os planos da marca alemã para 2027.
















