A BMW não desiste. Segundo informações divulgadas nas últimas horas, o fabricante alemão voltou recentemente a explorar a possibilidade de contratar Nicolò Bulega. Neste momento, o piloto italiano ainda não assinou com a VR46 e, por isso, Sven Blusch, responsável pelo programa de Superbike da BMW, terá contactado o círculo próximo do piloto para perceber exatamente em que ponto se encontra a situação.
Bulega continua a ser o piloto de sonho da BMW. A marca de Munique já tinha tentado contratá-lo à Ducati no ano passado e agora continua atenta ao desenrolar dos acontecimentos, sem baixar os braços.
Como já tinha sido referido na semana passada, a equipa de Bulega mantém as negociações com a VR46 para concretizar a passagem do italiano para o MotoGP. As conversações avançam lentamente, mas ainda existem dois pontos fundamentais por resolver.
O primeiro está relacionado com o contrato. A proposta atualmente em cima da mesa prevê um acordo de 1+1 anos, ou seja, uma temporada garantida com opção para uma segunda. Na prática, isso significa que, logo nas primeiras cinco ou seis corridas da próxima época, Nicolò terá de lutar pelo seu lugar para 2027, sem margem para erros. Este é um cenário que não agrada totalmente ao piloto italiano, sobretudo tendo em conta que o seu amigo Toprak Razgatlioglu chegou ao MotoGP com um contrato direto de dois anos com a Yamaha e apoio oficial da fábrica.
Outro ponto importante prende-se com o apoio técnico que receberá da Ducati. A questão é simples: Bulega terá o mesmo suporte que Fermín Aldeguer? Este é um tema relevante, especialmente considerando o investimento e o projeto que a Ducati desenvolveu em torno do italiano. Pelo que conquistou nos últimos dois anos, Nicolò considera merecer, pelo menos, um tratamento semelhante ao do piloto espanhol.
No meio de todas estas negociações, existem duas certezas.
A primeira é que, caso chegue ao MotoGP, Nicolò Bulega não terá ao seu lado Tommaso Raponi, o técnico que o acompanha desde os tempos do Mundial de Supersport. O atual chefe de equipa do italiano não seguirá para a VR46, uma vez que a estrutura de Valentino Rossi pretende colocar Massimo Branchini ou Matteo Flamigni a trabalhar com o piloto.
A segunda certeza está relacionada com os prazos. Caso, numa reviravolta inesperada e considerada pouco provável, a mudança para o MotoGP não se concretize, a Aruba.it Racing Ducati possui uma opção contratual a seu favor que terá de ser exercida até 15 de julho. Essa é também a data limite apontada para que o futuro de Nicolò Bulega fique finalmente definido.
















