O diretor desportivo da MotoGP Sports Entertainment Group, Carlos Ezpeleta, marcou presença esta manhã no evento oficial de apresentação do GP da Áustria. Este ano, o Grande Prémio austríaco será disputado um pouco mais tarde do que o habitual, no mês de setembro, mantendo-se no circuito de Spielberg, o Red Bull Ring. Ainda assim, Ezpeleta acabou por chamar mais atenções ao comentar o dramático fim de semana vivido em Barcelona, onde o domingo de corridas ficou marcado pelos graves acidentes de Álex Márquez e Johann Zarco.
Tanto o piloto espanhol como o francês encontram-se estáveis: Álex já regressou a casa após ser operado, enquanto Zarco está em França a receber tratamento médico adequado. Questionado pelo portal Motorsport sobre a segurança do circuito e a decisão de continuar o GP após dois acidentes graves na MotoGP, Ezpeleta começou por destacar o desfecho positivo da situação.
“Antes de mais, quero dizer como tivemos sorte no domingo por toda a gente ter acabado bem. Claro que Márquez e Zarco sofreram lesões graves, mas felizmente não tivemos consequências piores, e isso é o mais importante. O incidente entre Álex Márquez e Pedro Acosta foi algo muito isolado, algo que pode sempre acontecer”, afirmou.
Depois, o dirigente abordou diretamente a questão da segurança do circuito catalão. “São coisas que podem acontecer nas corridas, mas não é algo habitual e não há realmente motivos para preocupação relativamente à segurança do Circuit. Todas as retas do calendário, em qualquer circuito, são semelhantes àquela. Acho importante que a KTM, juntamente com a organização do campeonato, investigue exatamente o que aconteceu na moto do Pedro, porque isso é o mais importante.”
Sobre a decisão de recomeçar a corrida após o acidente de Álex Márquez, Ezpeleta explicou: “A Direção de Corrida decidiu reiniciar a prova, o que é normal. Depois, infelizmente, tivemos outra queda, algo que também pode acontecer numa partida, como já vimos noutras ocasiões. Mais uma vez, tivemos muito azar com a dinâmica do acidente e com a forma como Zarco ficou preso.”
Apesar do segundo acidente grave envolvendo Johann Zarco, a corrida voltou a arrancar, algo que também gerou debate dentro do paddock. “Segundo os regulamentos, acredito que a Direção de Corrida e a FIM tomaram todas as decisões corretas. Dito isto, claro que vamos fazer uma análise com as equipas e os pilotos para perceber se existe algo que possamos melhorar no futuro, porque para nós a segurança é realmente importante.”
Para terminar, Ezpeleta reforçou a ideia de que, nas circunstâncias em que os acidentes ocorreram, o procedimento habitual seria continuar a corrida. “Ambos os pilotos estavam fora de perigo e conscientes, por isso, normalmente, uma corrida seria reiniciada nessas condições. Os dois acidentes foram extremamente impactantes e isso acabou por gerar toda esta discussão. Mas, em condições normais, o habitual é continuar a corrida.”
















