A próxima ronda do Campeonato do Mundo de Superbike (WSBK) leva o paddock até ao sul de Portugal, ao exigente Autódromo Internacional do Algarve, onde Miguel Oliveira terá finalmente a oportunidade de correr “em casa”.
Depois da ronda de abertura em Phillip Island Grand Prix Circuit, na Austrália, os sinais deixados pelo piloto português foram mais positivos do que os resultados iniciais podem sugerir. Oliveira sofreu uma queda na Superpole que o atirou para a última posição da grelha, complicando seriamente o fim de semana. Ainda assim, demonstrou garra e ritmo competitivo ao protagonizar duas grandes recuperações nas corridas principais, terminando dentro do Top 10 em ambas. Já na Superpole Race, problemas técnicos impediram-no de ir além do 18.º lugar.
Apesar das dificuldades, a ronda australiana foi importante no processo de adaptação à BMW M 1000 RR. Com mais dados recolhidos, maior compreensão do comportamento da moto em ritmo de corrida e melhor afinação de base, Oliveira chega a Portimão numa posição bem mais sólida.
O traçado algarvio, técnico e fisicamente exigente, é um dos mais desafiantes do calendário — mas também é um circuito onde o português já brilhou no passado. Conhecimento profundo das trajetórias, dos pontos de travagem e das variações de elevação podem ser fatores decisivos. Se conseguir uma qualificação forte, algo que faltou na Austrália, Oliveira poderá colocar-se desde cedo na luta pelos lugares cimeiros.
Perante o apoio do público português e com uma base de trabalho mais consistente na BMW, o cenário é claro: com uma boa posição na grelha, Miguel Oliveira tem argumentos para discutir o pódio — e, em condições ideais, até sonhar com a vitória numa ronda que tem tudo para ser especial.
















