A Aprilia precisa de um Jorge Martín em plena forma e capaz de extrair todo o seu potencial… ou terá que decidir.
No papel, a Aprilia sonhava com uma dupla capaz de elevar o nível interno. Na realidade, Bezzecchi viu-se sozinho no topo, enquanto Martin lutava simplesmente para voltar a andar de moto.
O italiano venceu em Silverstone após a desistência de Fabio Quartararo, depois estabeleceu-se novamente em Portugal e Valência, aproveitando a ausência de Márquez, lesionado. Também contribuiu para a vitória na Holanda, na República Checa e em Misano.
Martin, por sua vez, chegou a reconsiderar o seu compromisso com a Aprilia após o seu terrível acidente no Qatar, e o espanhol tentou ativar uma cláusula de rescisão — rejeitada por Noale — para assinar um contrato de três anos com a Honda. Um episódio que deixa a sua marca.
Oficialmente, a Aprilia quer prolongar os contratos de ambos os pilotos. A hierarquia começa a tomar forma. O objetivo é renovar os seus contratos e fazer de Bezzecchi o piloto estrela.
2026 terá de responder a apenas uma pergunta: Jorge Martin ainda pode ser o campeão Jorge Martin?
Se voltar a 100%, a Aprilia terá uma das duplas mais explosivas do campeonato. Se sofrer uma recaída — seja atlética ou física —, Noale terá de fazer uma escolha estratégica difícil: construir apenas em torno de Bezzecchi.
A Aprilia já não tem o luxo de esperar. Bezzecchi está pronto. A fábrica sabe disso. O paddock vê isso. Rivola acredita nisso. Martin, no entanto, está a apostar o seu futuro numa única carta: o seu corpo e o relógio.
Em Noale, a era das apostas no MotoGP acabou. Agora é hora das decisões.
















