MotoGP, os atuais: Johann Zarco

Por a 12 Maio 2020 16:00

Johann Zarco, o homem que celebra resultados em fato de cabedal e capacete com um mortal para trás, é sem dúvida um piloto muito excecional. Diz-se que nem telemóvel possui, o que é difícil de acreditar, mas a ser verdade, ilustra bem o foco do Francês, nascido em Cannes a 16 de Julho de 1990. Com 16 vitórias em Grandes Prémios, Zarco é também o piloto francês mais bem sucedido em Grandes Prémios na era moderna.

Depois de uma temporada difícil, desastrosa mesmo, em 2019, para 2020 Zarco, com um rendimento anual reputado a orçar os 6 milhões de Euros, (ou quase 10 vezes mais que Miguel Oliveira, que o bateu o ano passado em várias corridas) está contratado para andar na MotoGP com a Ducati Avintia.

Mas voltemos ao seu início de carreira. Zarco progrediu nos escalões do motociclismo de velocidade através das minimoto em 2004, sediado principalmente em Itália.

Em 2005, Zarco terminou como vice-campeão europeu sénior e em 2006 foi vice-campeão europeu de Open. Também competiu no campeonato italiano de 125cc, onde terminou no 12º lugar.

Depois, Zarco participou na Red Bull Rookies Cup em 2007, e venceu o campeonato no Estoril, depois de vencer três corridas e somou a sua quarta vitória na última corrida em Valencia. Estas performances permitiram que Zarco se tornasse parte da Academia Red Bull de MotoGP, juntamente com Cameron Beaubier, Jonas Folger e Danny Kent. Isto reduziu as suas corridas em 2008, fazendo uma aparição esporádica no campeonato italiano com a Equipa Gabrielli.

Zarco estreou-se no Mundial de 125cc no Grande Prémio do Qatar, que abre a temporada, com a WTR San Marino Team. Terminou em 15º lugar, embora a corrida encurtada pela chuva lhe desse apenas meio ponto. Nesse ano, levou mais sete pontos, para terminar em 20º lugar no campeonato. O melhor resultado da época foi um sexto lugar em Mugello.

Zarco permaneceu com a WTR para a temporada de 2010 e iniciou a temporada com uma série consistente de pontos, pontuando em cada uma das oito primeiras corridas. No Grande Prémio da Checa, Zarco registou a primeira volta mais rápida da sua carreira, tendo apostado em pneus slick à medida que a pista secava e as condições se tornavam melhores. Acabou por terminar em 11º lugar no campeonato, apesar de se ter retirado das três últimas corridas.

Na Yamaha Tech3

Em 2011, assinou com a Ajo Motorsport. Na segunda corrida, o Grande Prémio de Espanha, conquistou o seu primeiro pódio ao terminar em terceiro lugar.

Depois, Zarco subiu à classe de Moto2 em 2012 com a equipa JiR, a bordo de uma Motobi. Terminou a temporada 10º na classificação com 95 pontos e foi de longe o rookie mais bem colocado nesse ano.

Em 2013, mudou-se para a Ioda Project a bordo de uma Suter, melhorou em relação à sua época de estreia ao terminar no pódio duas vezes e terminou em 9º lugar na classificação com 141 pontos.

Em 2014, juntou-se à nova equipa da Caterham Moto Racing. Impressionou com o que muitos consideravam ser uma moto inferior em comparação com as Kalex dominantes. Conseguiu conquistar 4 pódios, bem como uma pole position, conquistando o 6º lugar da classificação, com 146 pontos.

Em 2015, Zarco mudou-se para a equipa da Ajo Motorsport, com quem já tinha corrido na classe de 125. Zarco dominou o plantel e conquistou o seu primeiro título de Moto2, com 8 vitórias, 14 pódios, 7 poles e um recorde de 352 pontos. Manteve-se na equipa em 2016 e defendeu com sucesso o título de Moto2, tornando-se o primeiro piloto na era de Moto2 a conquistar 2 títulos na classe intermédia, com 7 vitórias, 10 pódios, 7 poles e 276 pontos. Zarco também se tornou uma figura popular com os fãs ao celebrar com os seus espetaculares mortais invertidos quando ganhava uma corrida.

Em 2017, Zarco subiu à classe rainha com a equipa francesa Yamaha Tech 3. Na sua estreia no MotoGP no Qatar, Zarco chocou a grelha ao assumir a liderança na primeira volta e conseguir uma vantagem de 2 segundos à frente, até que caiu na curva 2 na 6.ª volta.

A seguir, conseguiu o seu primeiro pódio na MotoGP, um 2º lugar, em Le Mans. Também conseguiu a sua primeira pole position em Assen. Na corrida tocou em Rossi, caiu para 4º, e acabou por terminar no 14º lugar. Chegou ao pódio em Sepang, na Malásia e em Valencia, onde terminou em 3º e 2º lugares, respetivamente.

Recebeu o Prémio de Rookie of the Year em 2017 e terminou a temporada em 6º lugar, sendo o piloto independente mais bem classificado.

Depois, no início de 2018 foi anunciado que iria mudar para a equipa de fábrica da KTM a partir de 2019.

No entanto, o Francês nunca se adaptou à KTM e criticou o desempenho da moto, perdendo toda a confiança após várias quedas, numa das quais em Silverstone levou consigo Miguel Oliveira, que ficaria lesionado praticamente o resto da época por causa da manobra algo descontrolada do Francês.

Depois de uma temporada difícil em 2019, com um melhor resultado de 10º em Barcelona, em Agosto de 2019, Zarco anunciou que não iria ficar na KTM em 2020, anulando o segundo ano do seu contrato.

A equipa da KTM anunciou então, em Setembro de 2019, que o piloto não iria participar mesmo nas restantes seis provas de 2019, efetivamente despedindo-o, com o piloto de testes Mika Kallio a ocupar o seu lugar.

A seguir, Zarco aceitou uma Honda da LCR para as últimas três corridas da temporada de 2019 devido ao piloto habitual Takaaki Nakagami ter optado por ser operado, com um longo período de recuperação pela frente.

Terminou a primeira prova na Honda no 13.º lugar e foi derrubado por Joan Mir perto do final da segunda prova quando estava em 8º lugar. Zarco caiu durante a sua terceira corrida na Honda quando estava na 10ª posição em Valencia, Espanha, tendo sido atingido por uma máquina que seguia, sem ferimentos graves. No entanto, ao aceitar andar para a Honda, Zarco efetivamente eliminou a possibilidade de se tornar piloto de testes de fábrica da Yamaha para 2020, mas o que ele queria mesmo era correr.

Assim, não foi uma surpresa total vê-lo aceitar uma oferta da Ducati para 2020, embora a fábrica só o conseguisse meter na equipa privada Avintia, que para o acomodar teve de se livrar de Karel Abraham.

A ideia da Ducati é, obviamente, ver como o Francês se dá na equipa, entretanto promovida a satélite e assegurada motos de 2019 em vez das ultrapassadas Desmosedici de 2018 que tinha antes, com o intuito de o promover à equipa de fábrica se este corresponder à promessa mostrada em 2017…

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