A corrida do GP do Brasil, em Goiânia, revelou-se particularmente exigente para os pilotos da Prima Pramac Yamaha, com Toprak Razgatlioglu e Jack Miller a enfrentarem várias dificuldades num cenário de altas temperaturas e perda acentuada de aderência ao longo da prova.
Ambos optaram pelo pneu médio, uma escolha que acabou por não compensar à medida que as condições da pista se degradavam, dificultando a gestão do ritmo e afastando-os do grupo da frente. Apesar dos esforços para manter consistência, os dois pilotos nunca conseguiram acompanhar o andamento dos líderes.
No caso de Razgatlioglu, os problemas começaram logo no arranque, comprometendo desde cedo a sua corrida:
“Hoje foi muito difícil e, honestamente, bastante frustrante, porque alguns dos problemas que tivemos não foram fáceis de entender. Na partida tive algo semelhante à Tailândia, mas ainda mais evidente — quando larguei a embraiagem senti perda de potência, o que comprometeu o arranque e deixou-me logo no fundo do pelotão.”
A partir daí, o piloto turco tentou recuperar posições, mas enfrentou novas limitações ao longo da corrida:
“Tentei recuperar, mas foi muito complicado. Tivemos novamente problemas de aderência e até nas retas sentia muita instabilidade na frente, o que não me dava confiança para pilotar.”
Comparando com o desempenho positivo do dia anterior, Toprak admitiu uma clara regressão:
“Comparado com ontem, em que a sensação era muito melhor, parece que demos um passo atrás. É algo que temos de analisar com atenção.”
Apesar das dificuldades, o foco mantém-se na evolução:
“A equipa está a verificar tudo e tenho a certeza de que vamos trabalhar para melhorar. Vou dar o meu melhor novamente e tentar regressar mais forte.”
















