Fabio Quartararo deixou claro nas suas últimas declarações que, para o futuro imediato da Yamaha, a prioridade deve ser a renovação de Jack Miller, em vez de apostar num novo piloto. O francês justificou a sua opinião com base na experiência do australiano com os motores V4, algo que pode ser determinante na fase de adaptação da marca de Iwata à nova era técnica da MotoGP.
Declarações de Quartararo, segundo o site grandepremio.com.br.
– Não sei o que está a acontecer na Pramac, mas acho que seria bom manter Miller. É o único que tem mais experiência com o V4. Eu nunca rodei, o Alex usou um durante meia época com a Honda e depois lesionou-se e no próximo ano teremos o Toprak que se vai estrear no MotoGP. por isso precisamos da experiência de um piloto como ele (Miller).
A Yamaha prepara-se para uma profunda mudança estrutural, abandonando a configuração inline-four que sempre caracterizou a YZR-M1 e passando a desenvolver um motor V4, em linha com a concorrência. É neste cenário que a experiência de Miller ganha relevância: ao longo da sua carreira, o australiano competiu com a Honda, a Ducati e a KTM, todas equipadas com V4, acumulando um conhecimento prático que poderia acelerar o processo de evolução da futura moto da Yamaha.
Por outro lado, tanto Fabio Quartararo como Toprak Razgatlioglu, que em 2026 se juntará à Prima Pramac Yamaha, nunca tiveram experiência com este tipo de motor. Também Miguel Oliveira tem um perfil importante, graças à sua passagem pela KTM e pela Aprilia, duas marcas com projetos V4 consolidados. Por sua vez, o espanhol Álex Rins chegou a competir com a Honda, mas as sucessivas lesões sofridas durante esse período limitaram consideravelmente o seu tempo efetivo em pista, reduzindo a profundidade da sua experiência com esta configuração.
Neste contexto, Quartararo reforçou que a presença de Miller na equipa pode ser vital para garantir uma base sólida de conhecimentos internos, evitando que todos os pilotos partam praticamente do zero na adaptação ao novo conceito técnico. A aposta na continuidade do australiano, segundo o francês, pode ser a chave para a Yamaha encurtar o caminho no seu projeto de renovação e voltar mais rapidamente à luta pelas vitórias.
















