Ao longo da sua carreira no campeonato do mundo de MotoGP, Miguel Oliveira tem demonstrado grande talento e consistência em corrida, mas há um ponto fraco que persiste desde os tempos de Moto3 e Moto2: as sessões de qualificação.
No MotoGP, essa dificuldade tornou-se ainda mais visível — e penalizadora — numa era em que a grelha está mais competitiva do que nunca e onde os décimos ou até milésimos de segundo fazem toda a diferença.O próprio piloto português admitiu recentemente que este é um aspeto onde precisa de evoluir, sublinhando a importância crescente de uma boa posição na grelha de partida.
A realidade é que, numa categoria tão nivelada como a classe rainha, arrancar nas últimas posições deixa qualquer piloto vulnerável ao caos das primeiras voltas e compromete, logo à partida, a possibilidade de lutar pelos lugares cimeiros, realçando os “azares” que o piloto português teve durante o ano de 2025 com incidentes que não conseguiu evitar, mas que, com uma boa qualificação são menos prováveis de acontecerem.
Este problema ganha ainda mais relevância em 2025, numa altura em que Miguel Oliveira precisa de mostrar resultados consistentes ao serviço da Prima Pramac Yamaha. Com a pausa de verão a aproximar-se e com o futuro em aberto, as próximas corridas e, especialmente, as sessões de qualificação, serão cruciais para o português convencer a equipa a mantê-lo em 2026. Melhorar à sexta-feira e ao sábado pode ser a chave para garantir a continuidade ao mais alto nível.
O talento de Miguel Oliveira é inegável, porém os resultados, por vezes, falam mais alto quando se trata de um negócio e de um desporto de alto nível, num “círculo” de atletas que são considerados os melhores do mundo do desporto motorizado. Oliveira sabe perfeitamente que o seu desempenho está a ser analisado agora, mais do que nunca e o seu ponto fraco tem de deixar de existir numa fase crítica da época e da sua carreira profissional.
















