Desde que deixou o Campeonato do Mundo em 2019, Jorge Lorenzo, como tantos outros pilotos que dedicaram a sua vida às corridas desde a infância, procura o seu lugar no mundo. Porque quando este estilo de vida agitado, cativante e fantástico chega ao fim, surge subitamente um vazio. Na procura de algo que pudesse preencher esse vazio, Lorenzo experimentou várias opções.
Primeiro foi um podcast, no qual analisava os treinos e as corridas de cada GP. Um projeto interessante, mas que durou apenas alguns GPs. Depois veio o projeto do YouTube Dura la Vita, no qual pretendia falar sobre gestão de património, além de motos. O programa continua, mas a sua presença é cada vez mais esporádica.
A consistência e a perseverança – talvez as características mais marcantes do piloto Lorenzo – pareciam ter ficado para trás quando deu o salto para a vida «civil».
Quando se soube, há alguns meses, que Jorge Lorenzo iria aconselhar Maverick Vinales como treinador de pilotagem, muitos receberam a notícia com reservas. Quanto tempo duraria essa «união» entre duas personalidades tão… digamos… especiais?
Atualmente, a experiência Vinales/Lorenzo continua, como se pôde ver nos testes antes do início da temporada em Sepang, onde ambos os lados garantiram estar muito satisfeitos com o trabalho dos últimos dois meses.
– Para mim, o Maverick é o melhor em termos de velocidade e talento. Só precisava de entender algumas coisas: algumas convicções erradas, pequenos detalhes técnicos. Mas, acima de tudo, o aspeto mental. Diria que 70% é mental e apenas 30% é técnico.
















