O CEO da Aprilia, Massimo Rivola, declarou que tanto Marco Bezzecchi como Jorge Martin estão “livres para competir até que a matemática elimine um deles” na luta pelo título de MotoGP em 2026.
O fabricante italiano teve um início de temporada dominante em 2026, com Bezzecchi a vencer os três Grandes Prémios já disputados.
Além disso, a sequência de vitórias de Bezzecchi já se estende a cinco corridas, contando com o final da época passada, enquanto liderou um total de 121 voltas consecutivas em Grandes Prémios — um novo recorde no MotoGP.
Apesar disso, tem apenas quatro pontos de vantagem no topo do campeonato, com o colega de equipa Martin logo atrás, após um forte regresso no arranque de 2026.
Martin disputou apenas sete rondas na época passada devido a várias lesões, tendo também tentado acionar uma cláusula de saída do seu contrato com a Aprilia — que acabou por ser rejeitada.
Falhou o primeiro teste de pré-época em 2026 devido a uma cirurgia no defeso, mas foi quarto na Tailândia, segundo no Brasil e voltou a ser segundo nos Estados Unidos, depois de vencer a Sprint.
Agora firmemente considerado como candidato ao título, a Aprilia enfrenta um “problema” que talvez não esperasse antes do início da temporada.
O fator mais intrigante neste regresso de forma de Martin — que o coloca novamente na luta pelo campeonato — é que o espanhol deverá deixar a Aprilia.
Antes do início da nova época, foi dito que o campeão do mundo de 2024 assinou contrato com a Yamaha. Por outro lado, Bezzecchi renovou com a Aprilia através de um contrato de vários anos.
Em teoria, se Martin sair, a equipa poderia favorecer um dos pilotos na luta pelo título.
No entanto, Rivola garante que ambos têm liberdade para competir, desde que mantenham o “respeito” em pista:
“Ainda não foram tomadas decisões relativamente à equipa. Ambos são livres para competir até que a matemática elimine um deles. O mais importante é que haja respeito em pista. E nesse ponto, somos muito claros.”
















