O vice-campeão do mundo de MotoGP, Francesco Bagnaia, também teve um resultado desastroso na sua pista caseira em Misano, com zero pontos. O piloto da Ducati, que mora em Pesaro, ainda ocupa o terceiro lugar na tabela do campeonato mundial. Mas o prazo parece já estar definido. Da vantagem outrora confortável, restam apenas nove pontos. Se a tendência dos últimos fins de semana de GP continuar, Marco Bezzecchi ultrapassará o seu compatriota daqui a dez dias na pista da Honda.
O quão grave é o problema do bicampeão da Ducati Lenovo fica evidente ao longo de toda a temporada. Nas primeiras quatro provas ou oito corridas, Bagnaia somou 110 pontos no campeonato mundial, mantendo-se ainda mais consistente do que em 2024. Nas últimas quatro provas, conquistou apenas 24 pontos.
Há muito que se formou um ciclo que afeta tanto o ânimo do favorito do público que até o seu desempenho como piloto é prejudicado. Em cada Grande Prémio, as mesmas perguntas – e sempre sem resposta para a questão central. Porque, mesmo que a resposta seja muito simples, é difícil abordar o assunto no paddock.
No dia em que Marc Márquez assinou com a equipa de fábrica da Ducati, a maioria dos fãs italianos do MotoGP, ficaram em pânico.
O que aconteceu agora, porém, não se deve de forma alguma ao mau caráter do espanhol. Apesar de toda a sua implacabilidade nas disputas, Marc Márquez, ao contrário do que muitos pensam, é um ser humano de carne e osso que, como convém a um piloto de corridas, quer vencer. Mais do que qualquer outro.
No MotoGP, um desporto de alta complexidade, a destruição de um adversário acontece de outra forma. Por exemplo, através do uso consciente de uma habilidade especial. No caso de Marc Márquez, essa habilidade consiste na capacidade única de alcançar tempos de volta incríveis, mesmo com uma moto que não esteja a 100%.
















