Pedro Acosta continua a impressionar no MotoGP. O segundo lugar conquistado em Sepang no passado fim de semana foi mais uma demonstração sólida do talento do piloto espanhol, que já tem acordo para representar a Ducati no futuro.
O espanhol subiu ao pódio em quatro das últimas seis corridas e ocupa atualmente o quarto lugar do campeonato, com 295 pontos. Está seis posições e 161 pontos à frente do segundo melhor piloto da KTM na classificação: Enea Bastianini.
Ao longo da carreira de Acosta, o espanhol tem sido apontado como um dos pilotos com maior talento natural no Mundial de velocidade. No entanto, também se destaca pela capacidade de adaptação e pela facilidade com que aprende com os outros e com os próprios erros.
«Esta é a parte que considero verdadeiramente impressionante», afirmou Paul Trevathan, chefe de mecânicos de Acosta na Red Bull KTM Factory Racing, quando questionado pela TNT Sports, após a corrida na Malásia, se a rapidez com que o espanhol aprende era o aspeto que mais o impressionava.
«A sua capacidade de adaptação também.
Treina com muitas motos diferentes: motocross, flat track, trial, enduro e outras disciplinas. Envia-me fotografias em que caiu, perdeu uma manete ou um punho do guiador, mas continua a andar durante todo o dia.
Esta capacidade de adaptação, de se colocar constantemente em situações diferentes e de mudar tudo à sua volta, é algo que sempre considerei verdadeiramente impressionante.
Com as nossas motos, conseguimos ser rápidos, mas é preciso juntar todas as peças. A forma como ele encontra uma maneira de o fazer ao longo de um fim de semana — por vezes frustrado, naturalmente, outras vezes sem perceber o que está a acontecer — e, ainda assim, consegue tirar o máximo partido do conjunto todas as semanas é o que mais se destaca.»
Trevathan acrescentou:
«Está a superar aquilo que o conjunto lhe permite fazer, não vale a pena esconder isso. É evidente.
Também demonstra aos outros pilotos que, se continuarem a trabalhar arduamente e a tentar compreender aquilo que têm à disposição e a forma como devem utilizá-lo, nem sempre é a moto que faz a diferença.
Quando chegamos à frente, é um pouco frustrante, mas ele está a fazer-nos parecer melhores.»














