Pedro Acosta espera que a chuva baralhe as contas na Austrália: «A mim interessa-me mais que haja emoção»
Pedro Acosta já está na Austrália para enfrentar um Grande Prémio marcado pela incerteza meteorológica e pelas dúvidas em torno do rendimento das KTM. O piloto espanhol prepara-se para uma ronda especial num circuito que se despede do calendário e onde, no ano passado, conseguiu subir ao pódio na corrida Sprint. O colaborador Manuel Pecino recolheu as declarações do piloto espanhol, que analisou as suas expectativas para o fim de semana e a ameaça dos principais rivais numa temporada que continua muito disputada, quando faltam apenas cinco rondas.
As expectativas para o fim de semana. O piloto de Mazarrón espera perceber se a KTM evoluiu em relação à temporada passada, embora reconheça as dificuldades que Phillip Island coloca às equipas, sobretudo no que diz respeito à gestão dos pneus.
«No ano passado sofremos bastante com o desgaste dos pneus. Parece que este ano estamos melhor, mas não podemos ter a certeza até irmos para a pista e testarmos», explicou.
Acosta acrescentou: «Phillip Island é um circuito complicado nesse sentido. Vamos tentar abordar o fim de semana com calma. Como dizes, no ano passado terminámos no pódio da Sprint e entre os cinco primeiros no domingo, mas ficámos bastante longe dos pilotos que venceram as corridas».
O espanhol também alertou para a velocidade dos seus adversários, especialmente das Aprilia: «Raúl e Marco já foram muito rápidos aqui no ano passado, por isso espero que as outras duas Aprilia também estejam na frente».
Ainda assim, um dos pilotos que merecerá especial atenção será Marc Márquez. «O Marc não esteve aqui no ano passado e este é um dos seus circuitos favoritos do calendário, por isso será uma ronda complicada, disso tenho a certeza. Tanto no sábado como no domingo teremos de contar com ele», afirmou.
O piloto da KTM acredita também que a chuva poderá jogar a seu favor neste fim de semana na Austrália, numa ronda em que as condições meteorológicas poderão ter um papel determinante.
«Espero que chova tanto como indicam as previsões. Isso seria bom para nós e, além disso, penso que as corridas seriam mais divertidas. A mim interessa-me mais que haja emoção no campeonato, pelo bem dos adeptos. Vamos ver o que acontece», declarou Acosta.
A despedida de Phillip Island. O piloto espanhol lamenta que o circuito australiano deixe de fazer parte do calendário, sobretudo pelo ambiente e pela história que fazem desta prova uma das mais especiais da temporada.
«Por um lado, será bonito para todos, mas, por outro, também será muito triste. É um dos circuitos com melhor ambiente de todo o calendário. Os adeptos estão muito perto de nós e, além disso, é uma daquelas pistas lendárias do campeonato, como Mugello, Jerez e tantas outras. Por isso, será uma pena não virmos cá no próximo ano», lamentou.
O Grande Prémio do Qatar. Questionado sobre a possibilidade de a prova do Qatar se realizar, Acosta admitiu não saber o que irá acontecer, mas sublinhou a responsabilidade dos pilotos perante as equipas e o campeonato.
«Sinceramente, não sei o que vai acontecer, mas, no final de contas, sou piloto de uma marca e compito num campeonato. Se tomarem a decisão de ir, temos de ir. Como disse, temos uma responsabilidade e devemos isso ao campeonato e à marca, pelo menos durante o tempo em que estivermos aqui», concluiu.
















