O MotoGP reiterou a intenção de disputar o Grande Prémio do Qatar entre 6 e 8 de novembro, apesar do conflito em curso no Médio Oriente.
De acordo com o motorsport.com, as equipas foram informadas dos planos do campeonato através de um e-mail recente enviado pela associação das equipas, a IRTA.
Esta comunicação surge depois de o MotoGP ter afirmado publicamente que os preparativos para o Grande Prémio do Qatar continuam a decorrer conforme previsto, na sequência dos ataques recentes na vizinha Arábia Saudita.
Inicialmente agendada para abril, a ronda de Lusail foi adiada para novembro, depois de o Qatar ter sido envolvido no conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. As provas de Portugal e Valência foram reagendadas para acomodar a nova data.
Durante a ronda da Indonésia, o diretor-executivo adjunto do MotoGP, Carlos Ezpeleta, afirmou:
«Estamos a preparar-nos para ir ao Qatar, mas, naturalmente, a segurança e o bem-estar de todos os elementos das equipas e dos adeptos são a nossa prioridade absoluta. Por isso, continuaremos a acompanhar a situação.»
Tanto a Fórmula 1 como o MotoGP têm provas previstas para o Médio Oriente nas próximas semanas, mas as consequências de um eventual cancelamento poderão ter um impacto particularmente significativo na luta pelo título de MotoGP.
Atualmente, apenas dois pontos separam Jorge Martín, da Aprilia, de Marc Márquez, da Ducati. O Grande Prémio do Qatar será a terceira de cinco rondas ainda por disputar, podendo assumir um papel importante na decisão do campeonato.
Não foram registados ataques com mísseis ou drones em território qatari desde abril.
No entanto, numa atualização publicada a 18 de outubro, a Embaixada dos Estados Unidos no Qatar alertou para a necessidade de os cidadãos norte-americanos que se encontram no Médio Oriente manterem um nível acrescido de vigilância, devido à complexidade da situação de segurança. O aviso destaca ainda a possibilidade de cancelamentos de voos, encerramentos do espaço aéreo e perturbações nas viagens.
O Aeroporto Internacional Hamad, em Doha, continua aberto. Contudo, a Qatar Airways suspendeu, a 12 de outubro, os voos de e para alguns aeroportos da Arábia Saudita, incluindo Riade (RUH) e Dammam (DMM), devido à situação atual.
O Governo britânico mantém igualmente recomendações de segurança para os cidadãos que pretendam viajar para o Qatar. Na atualização publicada em meados de agosto, alerta que as tensões regionais continuam imprevisíveis e que existe o risco de novos ataques e de uma escalada inesperada do conflito.
As autoridades britânicas aconselham os seus cidadãos a seguir as indicações das autoridades locais, acompanhar os meios de comunicação nacionais e internacionais, manter-se afastados de instalações militares ou de segurança e preparar-se para eventuais cancelamentos de voos ou encerramentos do espaço aéreo.
Recomendam ainda que os planos de partida sejam revistos regularmente e que os documentos de viagem estejam atualizados. Em caso de indicação para procurar abrigo, os cidadãos devem permanecer em espaços interiores ou dirigir-se ao edifício seguro mais próximo, evitando aproximar-se de destroços de drones, mísseis ou outros objetos suspeitos.
Apesar destas preocupações, o MotoGP mantém, para já, o objetivo de realizar a ronda do Qatar entre 6 e 8 de novembro. A decisão final dependerá da evolução da situação e da avaliação das condições de segurança para equipas, pilotos e adeptos.
















