Miller compete há duas temporadas na MotoGP com a Pramac Yamaha, mas não tem contrato para 2027. A equipa italiana tem já à espera Izan Guevara – que testou a Yamaha YZR-M1 em Valência no passado mês de novembro – para subir da Moto2 e juntar-se a Toprak Razgatlioglu na próxima temporada.
Isso significaria a saída de Miller do projeto MotoGP da Yamaha e, possivelmente, da própria categoria, dada a escassez de lugares disponíveis atualmente.
Uma mudança para o WorldSBK surge, por isso, como uma possibilidade concreta para o australiano, e poderá até permitir-lhe manter-se ligado à família Yamaha.
Segundo o Motosprint, Miller poderá ingressar na equipa Pata Yamaha, cujo acordo com a empresa italiana de snacks termina no final desta temporada. A chegada de um nome de peso como o australiano poderia ajudar a manter o patrocinador associado ao projeto.
Ao mesmo tempo, a continuidade da parceria com a Pata permitiria à Yamaha responder às exigências salariais de Miller, que, segundo a publicação italiana, rondam 1 milhão de euros por temporada.
Miller já demonstrou o seu valor para a Yamaha nas 8 Horas de Suzuka, onde alcançou pódios nas duas últimas edições ao lado de Andrea Locatelli e Katsuyuki Nakasuga, aos comandos da YZF-R1 oficial.
Caso a mudança se concretize, seria precisamente com Locatelli que Miller partilharia a garagem da Yamaha no WorldSBK em 2027, já que o italiano – e não Xavi Vierge – é quem tem contrato assegurado para a próxima temporada.
A possível saída de Xavi Vierge da Yamaha poderá ter impacto direto no futuro de Álvaro Bautista.
De acordo com o Motosprint, o bicampeão do mundo espanhol está a tentar garantir um lugar na Barni Ducati para 2027. No entanto, como Yari Montella já tem contrato com a equipa satélite italiana, apenas Bautista poderia ser sacrificado para abrir espaço a Vierge, que conta já com um pódio no WorldSBK.
Apesar das especulações, tudo indica que Bautista pretende continuar no campeonato em 2027.
Aliás, após a divulgação do novo plano regulamentar do WorldSBK para os próximos anos, Bautista recorreu às redes sociais para manifestar o seu descontentamento, criticando o facto de as alterações anunciadas não incluírem a eliminação da regra do peso mínimo combinado entre piloto e moto, uma medida contra a qual tem lutado publicamente desde meados de 2025.
















