MXGP: Rui Gonçalves com ‘wildcard’ em Águeda

Por a 28 Março 2018 16:35

Quando falamos em representantes portugueses no Mundial de Motocross (MXGP) a associação leva-nos imediatamente para Rui Gonçalves, piloto que entre 2002 e 2017 defendeu de forma consecutiva as cores lusas entre a elite do motocross mundial.

Agora aos 32 anos e numa fase diferente da sua carreira, onde de alguns anos a esta parte é consultor técnico da Youthstream (entidade promotora do Mundial) para a segurança das pistas do Mundial, o homem de Vidago não faz parte do lote de pilotos titulares do campeonato de 2018 que já leva três rondas completas.

Tal não significa no entanto a reforma, pois Rui Gonçalves estará presente, como piloto ‘wildcard’, no Grande Prémio de Portugal que decorrerá entre os dias 14 e 15 de abril no Crossódromo Internacional de Águeda. O transmontano regressa aos comandos de uma Yamaha, nos últimos anos esteve com a Husqvarna, e como não poderia deixar de ser competirá na categoria rainha, MXGP.

“É uma carreira muito longa e parece que foi ontem que tudo começou. Sem dúvida que a vitória em Águeda, em 2009, e o vice-campeonato de MX2, nesse mesmo ano, são as maiores recordações destes anos todos. Para 2018 quero desfrutar mais do que nunca do evento bem como da relação com todo o público e retribuir todo o apoio que tive ao longo dos anos. Sem eles, se calhar, a minha carreira não teria sido aquilo que foi”, disse o piloto luso na apresentação do evento que decorreu hoje na sede da Federação de Motociclismo de Portugal em Lisboa.

Quanto ao ‘tema reforma’ e se este será o seu último Grande Prémio como piloto, Gonçalves chuta para canto. “Sou sincero. Neste momento não estou preparado para responder a essa questão. É um tema do qual ficou muito emocionado, pois o motocross é a minha vida. É mais uma corrida e é muito difícil dizer se será a última. Enquanto me sentir bem a andar de moto e tiver capacidades para continuar a competir ao mais alto nível assim o farei”, comentou o piloto de 32 anos que será um dos oito pilotos portugueses em acção, num evento organizado mais uma vez pelo ACTIB (Águeda Action Club).

Corridas à parte, durante a apresentação Rui Gonçalves aproveitou ainda para explicar quais as suas atuais tarefas junto da Youthstream. “A parte da segurança das pistas cabe à Federação Internacional de Motociclismo. São eles que se responsabilizam pela parte médica, segurança, protecção, etc. Eu sou apenas um consultor técnico. Utilizo toda a minha experiência, enquanto piloto, durante o Grande Prémio e na preparação das pistas estou junto de quem desenha o circuito e dos organizadores. Tudo para que a prova seja competitiva, segura e um grande espetáculo para todos. A palavra segurança abrange muita coisa. Por vezes temos influência em pequenos detalhes que fazem a corrida ser muito diferente daquilo que iria ser.”

Quanto ao agora denominado Crossódromo Internacional de Águeda (antiga pista do Casarão), Rui Gonçalves diz que trata-se de uma “pista moderna e que está de acordo com as exigentes necessidades de um evento que faz parte do Mundial. Tenho a máxima confiança em toda a infraestrutura. O ano passado foi um grande espectáculo e este ano espero que seja ainda melhor”.

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