Hugo Basaúla, Supercross Paris: “Sinto que evoluí bastante. Foi uma oportunidade brutal”

Por a 16 Novembro 2022 20:18

Hugo Basaúla participou na 39.ª edição do Supercross de Paris ao lado de algumas das estrelas do AMA SX como Eli Tomac, Ken Roczen, Marvin Musquin, Justin Brayton e Cooper Webb.

17.º colocado em 2018, o “Basa” foi desta vez o 13.º na classificação geral no fim dos dois dias de intensa competição.

O seis vezes campeão nacional de Supercross Elite partilhou connosco as suas conclusões sobre este fim-de-semana absolutamente memorável na sua carreira.

“No segundo dia, melhorei bastante os meus tempos. Encaixei melhor as sequências de saltos e já consegui fazer outras opções nas mesmas. A verdade é que, com a deterioração da pista, a única coisa que queres é uma linha que consigas fazer de forma consistente durante os 12 minutos mais uma volta da Final.”

No cômputo geral correu super bem. Obviamente no sábado eu estava reticente até porque o próprio Ken Roczen disse que a pista era difícil, apesar de parecer fácil. Eu falei com ele ao longo do fim-de-semana  e chegámos a essa conclusão. Ele e o Marvin Musquin faziam coisas que pareciam fáceis mas fazê-lo de forma consistente durante toda a manga é o mais difícil.

Sinto que evoluí bastante. Foi a pista mais técnica que alguma vez rodeiOs whoops eram gigantes, gigantes! Eu queria saltá-los e não conseguia, apenas conseguia ‘driblar’. Fez-me pensar… há muitos anos que eu não pensava em como transpor um obstáculo e estes ‘whoops’ fizeram-me pensar… Quase como no meu primeiro ano de Supercross, em 2006, quando eu andava toda a pista só a pensar em como passar nos ‘whoops’!”

“Tive alguma inconsistência de manga para manga porque cada vez que falhava uma sequência, não conseguia mentalmente voltar a entrar no ritmo e voltar a fazer as sequências de saltos da mesma forma. Os tempos por volta não foram maus mas, cada vez que cometia um erro, o tempo que demorava a voltar ao ritmo era demasiado longo e foi isso que provavelmente me fez perder o ‘comboio’ dos 10 primeiros.”

“Eu tinha corrido aqui em 2018 mas a pista não era tão técnica, Era bastante diferente em tudo! Nas inclinações dos saltos, nas transições… os ‘whoops’ eram qualquer coisa fora do normal. O Ken Roczen disse-me que era uma pista muito mais ao estilo americano e os tempos por volta dos pilotos mais rápidos comprovam isso.”

Foi uma oportunidade brutal e vou continuar a trabalhar. Para o ano vamos estar fortes e vamos ter um calendário bastante completo e quando tiveres mais novidades obviamente anunciarei.”

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