MotoGP: Ninguém consegue bater Marquez em Sachsenring

Por a 8 Julho 2019 17:13

Viñales e Quartararo voltaram a mostrar durante o fim-de-semana que as Yamaha têm uma palavra a dizer mas o francês acabaria por cair logo na segunda volta. Mais sorte para Viñales que esteve sempre com bom ritmo e regressou ao pódio, desta vez, na segunda posição. Mesmo dando tudo por tudo, nada parece ser suficiente para bater Marquez em Sachsenring. Cal Crutchlow já tinha alcançado bons resultados com algum tipo de lesão e a história voltou a repetir-se. O britânico nunca baixou os braços e terminou no pódio, numa das pistas mais exigentes do calendário.

Um destino pior teve Alex Rins que acabaria por terminar na gravilha quando seguia na segunda posição. Depois da queda em Assen, este é um resultado que em nada ajuda o espanhol a manter-se nos primeiros lugares do campeonato. Desceu agora para a quarta posição, muito longe de Marquez, a 84 pontos.

Quartararo arrancou bem, ao contrário de Marquez que parecia ter ficado um pouco para trás logo à partida. No entanto, nada é impossível para o piloto da Honda que recuperou a liderança ainda antes da primeira curva. Para trás ficou o francês, caíndo para sexto. Viria a cair logo na segunda volta, sem qualquer hipótese de mostrar o seu potencial nesta corrida. O rookie admitiu que a queda foi fruto de um erro que acabou por cometer ao tentar ultrapassar Petrucci.

Marquez nunca largou a liderança e foi alargando o gap até ao final. Viñales ainda o tentou ultrapassar nas primeiras voltas mas rapidamente percebeu que não tinha ritmo para acompanhar o espanhol. Acabaria por ser ultrapassado por Rins que arrancou muito bem da quarta posição. O piloto da Yamaha acabaria por ir ficando para trás e parecia começar a convencer-se de que iria ficar na terceira posição.

A corrida acabaria por tomar um rumo diferente quando Rins acaba por cair, já na segunda metade da corrida. Viñales nem queria acreditar na sua oportunidade pois estava agora, de regresso, à segunda posição. No entanto, não lhe foi dado de bandeja pois Crutchlow aproximava-se a grande velocidade. O britânico ainda tentou passar o espanhol mas sem sucesso. Começou a sentir dificuldades com os pneus já gastos e decidiu jogar pelo seguro e ficar com o terceiro lugar. Os três primeiros acabariam por terminar isolados depois de Marquez ter tido tempo até para cruzar a meta de braços cruzados.

Viñales garantiu mais um pódio depois de terminar a corrida na segunda posição.

Destaque para Danilo Petrucci e Andrea Dovizioso que conseguiram minimizar o estrago feito na qualificação. Saíram de 12º e 13º lugar, respectivamente e, com o ritmo que levaram durante o fim-de-semana previa-se uma corrida muito difícil para a Ducati. Apesar de todos os problemas as coisas acabaram por correr bem para ambos tendo conseguindo permanecer num grupo que se formou atrás dos três primeiros. Depois de uma luta intensa entre os dois, Miller, Rossi e Mir, acabaram por se conseguir colocar na frente. Petrucci terminou em quarto e Dovizioso em quinto. Um resultado bastante positivo tendo em conta aquilo que era espectável. Miller e a sua Ducati também acabaram por conseguir um sólido resultado, com a sexta posição.

Petrucci e Dovizioso conseguiram recuperar dos erros do fim-de-semana e garantir um resultado sólido.

É de realçar a prestação de Joan Mir. O rookie espanhol esteve sempre na luta com os outros pilotos e terminou na frente de Valentino Rossi, minimizando o problema causado pela queda de Rins. Desta forma, a Suzuki acabou por conseguir terminar com um piloto dentro do top 10.

Este fim-de-semana não foi o melhor para a KTM que terminou o Grande Prémio da Alemanha com duas quedas e apenas Pol Espargaro a pontuar, mas fora do top 10. O piloto espanhol foi o melhor da marca, terminando a corrida da 12ª posição.

Hafizh Syahrin terminou fora dos pontos, em 16º e Johann Zarco não pontuou depois de ter caído logo no início da corrida.

Miguel Oliveira arrancou muito bem, recuperando 3 posições logo na primeira volta. No entanto, o azar viria bater à porta do português que acabaria por cair muito cedo, à 2ª volta. A queda não o impediu de continuar de cabeça erguida e continuar a corrida, apesar de muito longe do grupo. “A moto continuava a trabalhar, portanto levantei-a e continuei a corrida com alguns danos sobretudo na asa dianteira do lado direito.” A instabilidade provocada pela falta deste elemento não permitiu ao piloto lutar por uma melhor posição. Uma incrível prestação de Miguel Oliveira que terminou muito aquém daquele que poderia ter sido o melhor resultado da temporada até ao momento. Acabaria por terminar na 18ª posição depois das quedas de Rins, Quartararo, Zarco e Aleix Espargaro.

Miguel Oliveira terminou em 18º, depois de uma queda prematura na corrida.

Os pilotos têm agora um merecido descanso e regressam no mês de agosto para a 10ª ronda do MotoGP. A corrida terá lugar no circuito de Brno, na República Checa no dia 4 e até lá todos terão oportunidade de recarregar baterias e preparar a segunda metade da temporada. Marc Marquez não podia seguir mais tranquilo para a pausa de verão com uma vantagem de 58 pontos para Andrea Dovizioso. No entanto, o italiano venceu no traçado checo no ano passado e poderá ter a oportunidade de voltar a recuperar alguns pontos. Petrucci está cada vez mais perto do seu compatriota, com menos seis pontos apenas.

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