Ensaio – Triumph Thruxton R

Por a 31 Agosto 2016 11:44

Com extensas alterações face à Bonneville “base” a Thruxton R é uma moto de imagem clássica com as qualidades e comportamento de uma desportiva. A moto perfeita para chegar depressa e em estilo.
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A linha Bonneville foi totalmente renovada este ano e dela já vos mostrámos a versão T120 no mês passado. Guardámos para agora a mais divertida e cativante das Bonneville, a Thruxton R.

Embora assentado na mesma base de motor e quadro, a Thruxton R é uma moto radicalmente diferente das restantes Bonneville. Recebeu alterações importantes ao nível do motor e ciclística, que lhe mudaram radicalmente o comportamento. Esta é uma moto para quem gosta de andar um pouco mais depressa, mas mantendo um estilo clássico inconfundível.

Um nome feito na competição

Em 1958 a Triumph ganha a prova inaugural Thruxton 500, com o lendário Mike Hailwood. No ano seguinte é produzido um pequeno lote de 13 Bonneville T120 com “especificações Thruxton” feitas de fábrica para competição. Em 1965 é feita uma produção limitada de Bonneville Thruxton com homologação de competição, que dominaram o Thruxton 500 nos 5 anos seguintes. Os marcos históricos deste modelo incluem ter sido a primeira moto a realizar a volta da Isle of Man TT acima das 100 mph (aproximadamente 160 km/h), nas mãos de Malcolm Uphill.

Desportiva QB

O mais recente modelo da era moderna, procura eternizar estes feitos e qualidades, numa moto feita para os tempos de hoje e para a realidade que vivemos. Não é uma moto para bater recordes nem uma desportiva pura, sob os actuais standards. É uma moto com um comportamento desportivo que recorda os tempos de vitórias através de uma estética irrepreensível com detalhes verdadeiramente apaixonante, como o tampão de gasolina Monza em alumínio e o estreito depósito fixo com uma fita que corre ao longo do seu topo.

O seu desenho exala uma atitude desportiva bem marcada, respeitando os parâmetros de uma verdadeira café racer. Na versão “R” que testámos a Thruxton está equipada com suspensões de excepção, uma forquilha invertida Showa de 43 mm totalmente regulável e dois amortecedores Ohlins. Na travagem destacam-se os dois discos dianteiros com pinça radiais da Brembo. A versão base da Thruxton é mais simples, mas partilha com a “R” a mesma atitude com avanços agarrados aos topos da forquilha por baixo da mesa de direcção e pousa-pés recuados.

A atitude correcta

Ao sentar-nos na Thruxton, a posição com o tronco inclinado sobre a frente da moto e a perna flectidas e pés chegado para trás, liga no nosso espírito o ser mais irreverente que temos. É como um interruptor. Depois todos os detalhes que nos rodeiam levam-nos nesta direcção.

As prestações da Thruxton são o que se espera de uma moto moderna, com um carácter “sport”. Não é uma desportiva pura, o motor responde com determinação a partir das 3000 rpm e tem bastante mais fulgor que a Bonneville T120 em regimes mais elevados, mas apenas faz mais 500 rpm, acabando perto das 7000 rpm. Com 97 cv de potência máxima tem mais 17 que a irmã, e é na força dos médios regimes que encontramos as suas melhores qualidades.

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Eficácia em estrada

O percurso pensado para esta apresentação contava com algumas das mais interessantes estradas localizadas entre o Guincho e Mafra, lentas e reviradas, as correctas para gozar as qualidades desta desportiva clássica. As suspensões são elementos que se destacam desde os primeiros momentos, com um trabalhar muito controlado e ao mesmo tempo macias. Filtram bem quase todas as irregularidades e mantêm de forma irrepreensível o movimento da Thruxton, mesmo quando o ritmo passa bem para lá do aconselhável. É uma moto capaz de um comportamento que nos permite estar entretidos durante muitos quilómetros de curvas. A distância entre eixos é bastante reduzida e isso sente-se nas rápidas mudanças de direcção e quando a frente demonstra vontade de levantar nas acelerações mais fortes à saída de curva. É um comportamento muito divertido e que se atinge sem termos de entrar em ritmos de condução excessivamente elevados.

Potência “saudável”

O motor acompanha estas qualidades com uma banda sonora que está acertadíssima, grave mas com um tom de “urgência” que nos impele a deixar as rotações subir até perto do corte só para ouvir o roncar dos silenciadores. O empurrar desta unidade é forte, com as características certas para se andar depressa em estrada. Não existe a potência desmesurada das novas desportivas, mas temos as prestações necessárias para uma utilização divertida e “saudável” e companhia dos outros utilizadores da estrada. A Thruxton tem também controlo de tracção e ABS que podem ser desligados, mas são excelentes auxiliares em pisos de menor aderência. A gestão electrónica deste dois cilindros, permite que se escolham entre três modos de resposta do acelerador, Road, Rain e Sport, sendo o último o mais divertido.

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Existem mais de 160 acessórios para tornar ainda mais exclusiva a nossa Thruxton, resta escolher a cor certa entre a vermelha, cinzenta ou preto baço.

O motor da Thruxton tem a mesma base da unidade “high torque” usada nas restantes Bonneville, mas sofreu alterações para ter um comportamento mais dinâmico. Uma das grandes novidades desta nova unidade Bonneville é a refrigeração por líquido. A cambota tem uma menor inércia, permitindo uma subida mais rápida de rotações, um comportamento mais enérgico. A cabeça foi redesenhada e tem umas câmaras de combustão com maior compressão. O motor tem uma afinação específica, assim como mapas de injecção e ignição mais desportivos. A potência e binário máximos, de 97 e 112 Nm, são obtidos a rotações mais elevadas e o corte do motor está também colocado 500 rpm acima do apresentado pelo motor base. Além de todas estas vantagens o novo bicilíndrico tem intervalos de manutenção de 16000 km e as sua eficiência em consumo de combustível melhorou 11%.

Na ciclística a Thruxton as rodas de 17″ e com aros em alumínio mais leves e pneus de perfil desportivo são uma das claras diferenças. O quadro tem um ângulo de direcção mais fechado e toda a geometria de direcção é mais incisiva. O braço oscilante em alumínio é mais curto e como tal a distância entre eixos é menor. A forquilha invertida montada na frente é uma unidade de pistão grande da Showa, que garante um funcionamento mais suave e eficaz. Atrás são utilizados dois amortecedores de acção directa da Ohlins. Em ambos os trens é possível afinar totalmente as suspensões. Na travagem a Thruxton R apresenta também um conjunto de excepção na frente com dois discos de 310 mm flutuante se pinças radiais monobloco da Brembo.

Ficha Técnica

Cilindrada- 1200 cc

Potência- 97 cv

Depósito- 14,5 lt

Peso- 203 kg

 

Tipo: 2 cil. paralelos, refrigeração por líquido

Distribuição: 8 válvulas

Binário: 112 Nm às 4950 rpm

Embraiagem: multidisco em óleo

Caixa: seis velocidades

Transmissão: por corrente

Quadro: estrutura tubular em aço

Suspensão dianteira: forquilha invertida Showa de 43 mm, totalmente regulável, curso de 120 mm

Suspensão traseira: dois amortecedores Ohlins, totalmente reguláveis, curso de 120 mm

Travões: disco de 310 mm + disco de 255 mm com ABS

Rodas: 120/70-17” + 160/60-17”

Distância entre eixos: 1.415 mm

Altura do assento: 810 mm

Cores disponíveis: 

Diablo Red

Silver Ice

Matt Black

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Preço Base: € 15.200

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Texto: Marcos Leal

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