SBK 2020: Scott Redding reflete da sua passagem na MotoGP

Por a 18 Fevereiro 2020 15:00

“Com a moto certa, podia lutar por pódios no Campeonato do Mundo de MotoGP”, diz Scott Redding, que disputará o Campeonato Mundial de Superbike pela equipa de fábrica da Ducati em 2020.

Aos 15 anos e 170 dias, Scott Redding foi o mais jovem vencedor de um Grandes Prémio quando venceu as 125cc em Donington Park em 2008. O inglês pilotou depois na Moto2 entre 2010 e 2013 e foi vice-campeão no último ano.

Em 2014, subiu à classe de MotoGP e foi ao pódio duas vezes em terceiro nos cinco anos seguintes: 2015 com a Honda Marc VDS em Misano e 2016 pela Ducati Pramac em Assen.

Após a catastrófica temporada de 2018 com a Aprilia, Redding não conseguiu uma vaga no MotoGP e mudou para o British Superbike Championship, que venceu imediatamente em 2019.

Quando Àlvaro Bautista decidiu mudar da Ducati para a Honda no Campeonato Mundial de Superbike em Agosto passado, a Ducati Corse promoveu Redding à equipa de fábrica de Aruba, onde vai estar ao lado de Chaz Davies este ano.

O piloto de 27 anos alcançou excelente ritmo durante os testes de inverno, e agora Redding pode dizer que já experimentou o desporto em largura e profundidade, da Red Bull Rookies ao MotoGP, de volta a Inglaterra e de novo no Mundial desta vez em SBK.

Depois da última temporada de MotoGP de 2018, desanimado, esteve quase a pendurar o capacete e desistir.

“Não corro para ganhar muito dinheiro e comprar coisas extravagantes”, disse Redding “Quero ganhar. Se não posso ganhar, dói muito. Especialmente quando sei que poderia obter bons resultados. O MotoGP é uma categoria muito difícil, mas sei que sou suficientemente bom para o top 5. Com a moto certa, também poderia lutar por pódios. Mas nunca me sentei numa moto com que isso fosse possível. Portanto, como piloto, convencemo-nos que podemos fazê-lo o tempo todo, mas a dado momento percebemos que não podemos. Porque a moto não dá, arrisca-se a vida muito mais do que os líderes para se acabar em 15º ou 17º. Mas eu não estou interessado nisso.

O inglês continuou: “Na Ducati não foi mau, mas era uma moto do ano anterior. Depois fui para a Aprilia e a moto não funcionava. Isso continuou a arrastar-me para baixo, até que, finalmente, eu queria parar. Então disse ao meu manager Michael Bartholemy para encontrar uma moto para eu ganhar. Não importava se era uma Superbike, uma moto de speedway ou um jet ski. Eu só queria uma moto que pudesse usar para vencer e mostrar às pessoas quem eu sou e o que consigo fazer.”

“Muitos pilotos permanecem no paddock de MotoGP porque desfrutam de apoio e têm um grande orçamento”, disse Redding. “Karel Abraham ou Tito Rabat, por exemplo, têm os patrocinadores. Eu não podia ter trazido 20.000 euros para uma equipa, quanto mais  200.000! O MotoGP é o topo do desporto, os melhores dos melhores. Mas só se percebe o que está acontecendo quando se sai do circo.”

“Quando pilotei para a Aprilia, nada funcionava. E quando saí, continua a não funcionar. Não quero apenas correr, quero ter sucesso. Essa é a diferença entre mim e o Bautista e alguns outros. Alguns gostam de andar de MotoGP, ainda têm um sorriso no rosto depois de um 20º lugar. Deposi de um resultado desses, eu vou para casa capaz de matar alguém!”

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