Dakar 2018: Os candidatos à glória na prova sul-americana

Por a 5 Janeiro 2018 11:45

O Dakar de 2018, que arranca sábado, vai contar na sua 40ª edição com a presença de 142 pilotos na categoria de moto, onde constam 28 inscritos na categoria sem assistência, nos 15 dias de prova que vão ligar Lima no Peru a Córdoba na Argentina.

Na ‘guerra’ dos duros, entre os 28 pilotos sem assistência, destaca-se a presença do francês Olivier Pain, ex-piloto da Yamaha, que participou em dez edições do Dakar, das quais cinco terminou no top ten.

Para estes bravos do pelotão está reservada uma mala onde cabe tudo, destes roupa a ferramentas e peças de substituição. Do inicio ao fim da prova, são eles que tem de fazer a manutenção da moto e estão proibidos de receber qualquer assistência, para  além daquela que pode ser prestada por outros pilotos em prova.

Na luta pela vitória na prova, os protagonistas são outros e  britânico Sam Sunderland (KTM), vencedor da edição de 2017, já fez saber que a prova que arranca no próximo dia 6 de janeiro, tem “provavelmente dez pilotos capazes de vencer o Dakar”.

Entre os favoritos à vitória final, está claramente Sunderland e o seu companheiro de equipa, o australiano Toby Price, vencedor da prova em  2016, que já recuperou da fractura no fémur que o forçou a abandonar na edição de 2017.

Ainda na KTM é preciso contar com o austríaco Matthias Walkner , que chega como o campeão do Rali de Marrocos, bem como  com o colega de equipa, o francês Antoine Méo.

A marca austríaca, que não vai contar com o português Mário Patrão, que foi operado de urgência a uma apêndice,  aposta ainda em Laia Sanz, cujo objectivo será terminar o rali pela oitava vez consecutiva e, se possível, estar dentro dos dez melhores, como fez em 2015 com o nono lugar.

A oposição à KTM na luta pela vitória vai estar o contingente da Honda, onde se destaca o espanhol Joan Barreda, que soma à partida para esta 40ª edição do Dakar dezanove vitórias em especiais na prova.

A marca japonesa não vai contar com o português Paulo Gonçalves , segundo no Dakar 2015, devido a uma lesão num ombro e num joelho o que obriga Gonçalves a regressar a casa sem estar à partida da edição deste ano do Dakar.

Para o lugar de Paulo Gonçalves foi chamado à última hora o chileno José Ignacio Cornejo que terá assim a sua primeira oportunidade na equipa oficial da marca japonesa. Ricky Brabec e Michael Metge.

Contudo o contingente da Honda conta com o argentino Kevin Benavides , que já mostrou que sabe andar bem depressa no Dakar e com Joan Barreda, piloto em que a Honda aposta forte para chegar ao titulo.

Para além destes pilotos a Honda conta ainda com  Ricky Brabec e Michael Metge, dois pilotos rápidos que podem lutar pelos lugares cimeiros da classificação.

Na Yamaha, o francês Adrien van Beveren,  quarto no Dakar de 2017,  vai ser o chefe de fila da equipa com a ausência do português Hélder Rodrigues, devido a lesão, e promete andar na luta pelos lugares do pódio. A seu lado vai contar com Xavier de Soultrait, vencedor do Merzouga Rally, e o argentino Franco Caimi, o melhor rookie do último Dakar ao terminar na  oitava posição.

Já na Husqvarna, o chileno Pablo Quintanilla, chega ao Dakar 2018, como Campeão do Mundo de Cross Country e Ralis, e depois de ter sido o piloto mais regular das duas últimas edições da maratona sul-americana, aspira claramente à luta pela vitória.

Ao lado de Quintanilla para a grande aventura vai estar o estreante Andrew Short, numa equipa onde o grande ausente é Pela Renet.

Finalmente a Hero Motosports, onde o português Joaquim Rodrigues pode vir a ser uma surpresa, depois da estreia na prova em 2017 onde terminou em 12ª, e  foi o segundo melhor estreante do Dakar, Joaquim Rodrigues, pode muito bem surpreender e terminar dentro do top 10.

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