Dakar – Francisco Pita: “Queremos que os pilotos mostrem o seu valor”

Por a 13 Dezembro 2016 12:35

É um dos grandes motivos de interesse do próximo Dakar, que arranca dia 2 de janeiro em Assunção, capital do Paraguai. A KTM Portugal/Jetmar, importador da marca austríaca para o nosso país há praticamente cinco anos, estará presente na grande aventura com uma estrutura nacional, que contempla quatro pilotos: o experiente Mário Patrão e os estreantes Gonçalo Reis, David Megre e Luís Portela de Morais.

Para perceber um pouco melhor o que está por detrás deste arrojado projecto, o MotoSport falou com Francisco Pita, responsável pela KTM Portugal/Jetmar. Francisco explicou que esta ideia teve como ponto de partida a “paixão pelo Dakar da nossa família, que é muito grande. Já nos corre no sangue há muitos anos este entusiasmo pela maior prova de todo-o-terreno do mundo. Para além disso temos a KTM como nossa marca e a possibilidade de levar pilotos que já acompanhamos há muitos anos e pelo qual temos algum carinho. No fundo estamos a dar uma ferramenta a estes pilotos para se mostrarem fora de portas e ao mesmo tempo dar continuidade à tradição dos pilotos portugueses no Dakar”.

Francisco Pita, que vai para o seu quarto Dakar a prestar assistência a pilotos, explicou que este projecto é “100% da autoria da KTM Portugal. Claro que a casa-mãe ajuda porque é quem tem o produto, mas não existe nenhum apoio direto da fábrica. O investimento é todo nosso, dos pilotos e de pessoas que gostam de corridas”.

Como uma estrutura que alberga quatro pilotos são necessários meios que garantam uma resposta imediata a qualquer necessidade. E para isso a KTM Portugal/Jetmar apresenta-se bem apetrechada. “Vamos levar quatro motos, um camião e mais um jipe 4 x 4. No total somos sete elementos mais os quatro pilotos”. Para além disso a ajuda da KTM será sempre uma realidade caso falte alguma coisa durante a longa maratona. “Apesar de levarmos muito material nosso, ao nível de peças que possam faltar está tudo disponível. A única coisa ao qual não teremos acesso e onde foi preciso um investimento é ao nível dos motores suplentes. Comprámos três motores suplentes para levar para a prova”.

Com a prova a sair pela primeira vez na sua história do Paraguai, Francisco Pita considera este pormenor um “pouco mais chato porque o material vai direto para a Argentina, mais concretamente para Buenos Aires. Vou já para a Argentina no dia de Natal e logo a seguir vamos buscar as coisas ao porto. Depois de teremos de fazer 1300 quilómetros até ao Paraguai com o material todo”.

Apesar desta grande experiência ainda não ter começado a KTM Portugal/Jetmar olha já para o futuro e os desafios que podem surgir. “A ideia futura é fazer sempre o Dakar com pilotos portugueses. Os mesmo que estarão em acção este ano ou outros que queiram estar à partida. Acho que oito pilotos seria um bom número.Teríamos de levar mais um carro e um ou dois mecânicos, mas são aspectos facilmente ajustáveis”. Fora da equação parece estar o Campeonato do Mundo de Cross Country e Ralis. “Em termos de logística é muito complicado. Para fazer o Mundial já tínhamos de ter uma estrutura 100% dedicada à competição. Nós não temos essa possibilidade”, concluiu Francisco Pita.

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