Antes, só se esperava que aprendessem, agora, lutam por pódios com os consagrados da classe

Este ano, 3 pilotos ascenderam à categoria rainha de MotoGP vindos das Moto2. A Ducati já tinha há muito posto de lado Fermín Aldeguer com um contrato provisório, e quando a sua equipa satélite Gresini lhes teve de ceder Marc Márquez para a equipa de fábrica da Lenovo, foram compensados com o promissor espanhol.
No caso de Ai Ogura, tinha menos por onde escolher e acabou por se encontrar na Aprilia Trackhouse para 2025, na prática substituindo Miguel Oliveira na formação americana.

Somkiat Chantra também vem da Moto2, e tornou-se o primeiro piloto da Tailândia a correr na MotoGP.
Fruto da necessidade de Lucio Cecchinello de ter um piloto asiático na sua formação, para contentar o seu sponsor Idemitsu, acabou por ser arrematado pela LCR para penar no que é, talvez, a moto menos competitiva este ano.

Tem marcado um ou outro ponto na cauda do pelotão mas é claramente discernível que a sua estreia na classe maior não foi um estrondo…pontuou pela primeira vez no GP da Holanda (Assen, 15º).
Já Ai Ogura, campeão do mundo de Moto2 em 2024, é o primeiro japonês a ganhar esse título, e como tal trouxe bastante expectativa para ver como se comportaria com uma máquina de MotoGP.

Dos 3 ‘rookies’, foi o primeiro a levantar cabeças quando, na sua estreia na Aprilia Trackhouse, sacou um resultado inesperado na abertura da época no Qatar.
Enquanto Miguel Oliveira conseguiu um melhor resultado de 6º na moto no todo de 2024, Ogura, a quem se devem ter esquecido de dizer que a moto não era competitiva, colocou-a num inédito 5º lugar a primeira vez que correu com ela…
Regular e sem cometer erros quase nunca, é um piloto eficiente, mais do que espetacular. Na Catalunha, conseguiu de novo um 6º, que ajudou ao seu total de 70 pontos que o coloca na 17ª posição do Campeonato.

E chegamos assim a Fermín Aldeguer. O piloto de Múrcia foi muito promissor nas classes inferiores; entre outras coisas, teve várias vitórias consecutivas em Moto2 (8 em 2024) e chamou a atenção da Ducati. Inserido na equipa Gresini com uma moto competitiva da Ducati, é o rookie com melhor desempenho até agora.
Habituámo-nos a vê-lo lutar à frente nos primeiros 5, incomodando Acosta, Binder, Marini à medida que acabava cada vez mais à frente.

Até à Indonésia, tinha marcado dois pódios, um em segundo na Áustria… depois, veio Mandalika e foi a surpresa mal ocultada mais uma vez:
Um pódio com 3º na corrida Sprint e uma vitória bem calculada, ultrapassando após pressionar Pedro Acosta, para liderar na fase final da corrida, evidenciando maturidade e excelente capacidade de ler a evolução da prova, bem como as mudanças na moto à medida que os pneus desgastam e o depósito esvazia… a marca de um piloto experiente a liderar, agora parte do rol de vencedores em MotoGP.
















