MotoGP, Top 5 – Fábio Quartararo

Por a 27 Maio 2020 16:00

 

Fabio Quartararo vem sendo aclamado como o maior talento da MotoGP dos últimos anos, o que não é pouco para quem ainda nunca ganhou uma corrida na classe rainha. O seu estilo no limite e a juventude e boa disposição contribuem para recordar um jovem Valentino Rossi e até se confirmar a sua contratação para 2021 pela Yamaha Monster Energy, o Francês nascido em Nice a 20 de Abril de 1999 estava a ser ferozmente disputado por várias equipas.

Com mais um ano para andar em MotoGP pela Yamaha Petronas SRT, antes da sua carreira nos Grandes Prémios Quartararo já conquistara seis títulos de campeão espanhol, incluindo sucessivos títulos de Moto3 no CEV em 2013 e 2014.

Devido aos seus sucessos em tenra idade, tem sido apontado para “grandes coisas” e foi comparado a vários campeões mundiais como Marc Márquez, que também quebrou vários recordes de idade durante a sua evolução até ao Mundial.

O sorriso é praticamente constante em Fabio

 

Quartararo iniciou a sua carreira na sua terra natal, França, aos 4 anos. Mais tarde mudou-se para Espanha para competir na PromoCup, uma série para jovens pilotos organizada pelo Real Automóvil Club de Cataluña (RACC) em 50cc e venceu as séries em 2006 e 2007. Em 2008 e 2009 venceu o Campeonato na classe de 70cc e em 2011 venceu o campeonato na classe de 80cc. Antes de se mudar para a série sénior de Moto3 em Espanha, Quartararo venceu a classe mediterrânica de pré-Moto3 em 2012, na prática o Campeonato Nacional Espanhol e já na altura estava a ser apotado como um prodígio.

Passando para a classe de Moto3 do CEV Repsol em 2013, Quartararo juntou-se à Wild Wolf Racing, dirigida pelo ex-piloto do Grande Prémio Juan Bautista Borja, montando uma Honda. Quartararo terminou no pódio na sua primeira corrida na série, disputada em condições húmidas, atrás do britânico Wayne Ryan no Circuito de Barcelona-Catalunha.

Quartararo terminou em sexto na segunda corrida do circuito e saiu empatado para a liderança do campeonato com o holandês Bryan Schouten. Nas quatro corridas seguintes, Quartararo registou apenas um top-10 ao sair da pole position em Navarra e tinha caído para o oitavo lugar da classificação do campeonato de pilotos, a 37 pontos do espanhol Marcos Ramírez. No entanto, Quartararo terminou a temporada em força, vencendo cada uma das três últimas corridas da pole position, a sua primeira série de vitórias e derrotando Ramírez por quase dez segundos na última corrida em Jerez.

Como resultado, Quartararo tornou-se o primeiro piloto não-espanhol desde Stefan Bradl em 2007 a assumir o título de Campeão e, aos 14 anos e 218 dias, o mais jovem campeão em séries, superando o anterior recorde detido por Aleix Espargaró.

Quartararo manteve-se no campeonato CEV Repsol para a temporada de 2014, uma vez que não tinha idade suficiente para andar a nível mundial. A regra, anunciada em 2008 e introduzida em 2010, mesmo a tempo de prejudicar Miguel Oliveira, que também foi obrigado a fazer mais um ano no CEV, confirmou que um piloto tinha de ter 16 anos para competir num Grande Prémio. Quartararo continuou a montar uma Honda na série, mas mudou-se para a equipa júnior da Estrella Galicia 0.0, dirigida por Emilio Alzamora, campeão do mundo de 1999. Quartararo terminou a temporada como campeão destacado, vencendo nove das onze corridas da temporada, e terminando em segundo (atrás de María Herrera em Jerez e Jorge Navarro em Albacete) nas outras duas.

A sua eventual margem de vitória no campeonato foi de 127 pontos sobre Navarro, que se juntou a ele como seu companheiro de equipa na última ronda da temporada em Valencia. Na última ronda, Quartararo também bateu os concorrentes do Campeonato do Mundo Alexis Masbou e John McPhee, com a sua equipa SaxoPrint-RTG a fazer uma aparição única no campeonato.

As prestações de Quartararo na série espanhola foram notadas a nível mundial. Na corrida que apoiou o Grande Prémio de França de 2014 em Le Mans, Quartararo venceu por quase quatro segundos em nove voltas, liderando quase toda a corrida tendo começado do segundo lugar da grelha. Em Agosto de 2014, a Comissão de Grandes Prémios, composta por representantes da Dorna Sports, da FIM, da Associação Internacional de Equipas (IRTA) e da Associação de Fabricantes (MSMA) anunciou uma alteração às regras previamente introduzidas, mais uma vez movendo os postes à baliza a seu bel-prazer, permitindo que o vencedor do campeonato CEV Moto3 competisse na época seguinte no Campeonato do Mundo de Moto3 independentemente da idade.

Com a Honda Leopard em Moto3

Assim, Quartararo foi confirmado no Campeonato do Mundo de Moto3, em Outubro de 2014, mantendo-se com a equipa da Estrella Galicia, montando novamente uma Honda, com a qual conquistou o título espanhol da época, e juntou-se a Jorge Navarro, o seu rival mais próximo na classificação do campeonato.

Testou pela primeira vez a moto como piloto da equipa em testes pós-temporada em Valencia, mas os seus tempos por volta não foram divulgados devido ao facto de ter testado sem um transponder. Porém, durante o primeiro dia de testes oficiais de pré-época em Valencia em 2015, Quartararo estabeleceu o tempo mais rápido na terceira sessão. No teste de três dias seguintes em Jerez, Quartararo foi o mais rápido em cinco de nove sessões, incluindo uma limpeza geral no último dia.

Em 2015, no seu primeiro fim de semana de corrida no Qatar, Quartararo qualificou-se na segunda linha da grelha na sexta posição, a apenas 0,123 segundos do tempo de pole registado pelo seu compatriota Alexis Masbou. Na corrida, Quartararo esteve sempre presente no grupo de líderes, e manteve a liderança da corrida a duas voltas do fim, mas o contacto com Francesco Bagnaia viu ambos os pilotos baixarem na ordem da corrida, com Quartararo a terminar na sétima posição.

Tal foi a natureza próxima da corrida que mesmo assim Quartararo ficou a apenas a 0,772 segundos do vencedor da corrida, Masbou. Na prova seguinte, em Austin, Texas, Quartararo alcançou o seu primeiro pódio, com um segundo lugar atrás de Danny Kent. Alcançou a sua primeira pole position no Grande Prémio de Espanha, a um décimo de segundo de Kent, mas terminou a corrida no quarto lugar. Em solo caseiro em Le Mans, Quartararo voltou a conquistar a pole position, a pouco mais de um décimo de segundo do companheiro de equipa Navarro. Liderou a corrida durante um período mas acabou por ficar de fora do pódio na quarta posição.

Quartararo regressou ao pódio com um segundo lugar em Assen, tendo feito parte do grupo de líderes durante toda a prova e terminou a 0,066 segundos do vencedor da corrida, Miguel Oliveira. Nas quatro corridas seguintes, Quartararo alternou as desistências com um 11º em Indianápolis e 4º em Silverstone. Em Misano, Quartararo caiu durante a segunda sessão de treinos livres, fraturando o tornozelo direito e falhando a corrida devido à lesão. Quartararo também falhou a corrida seguinte em Aragón, onde foi substituído pela piloto do CEV Moto3 Sena Yamada.

Quartararo regressou para o Grande Prémio do Japão, mas retirou-se da corrida após ter-se qualificado no 29.º lugar da grelha, devido a dores contínuas. Quartararo também saiu do Grande Prémio da Austrália, depois de se qualificar em 19º lugar da grelha. Assim, Quartararo acabou a temporada no décimo lugar, com 92 pontos.

A 26 de Setembro de 2015, foi anunciado que Quartararo deixaria a equipa da Estrella Galiza 0.0 para se juntar à Leopard Racing num contrato de dois anos a partir da temporada de 2016. Quartararo foi considerado o favorito para o título da temporada devido ao seu desempenho no seu ano de estreia e também devido à equipa da Leopard Racing ter ganho o título do ano anterior com Danny Kent, mas a temporada tornou-se um ano desastroso para Quartararo. Nas três primeiras corridas, Quartararo terminou em 13º lugar, seguido de uma queda em Espanha. Quartararo terminou em sexto na sua corrida em casa em Le Mans. Quartararo não pontuou em seis corridas e o seu melhor resultado foi o quarto lugar na Áustria.

Quartararo com Pons em Moto2

Depois, em 2017, Quartararo mudou de Moto3 para a Pons Racing em Moto2 como colega de equipa de Edgar Pons. Na sua estreia, Quartararo terminou em sétimo lugar no Qatar. O seu único melhor resultado da temporada foi o 6º lugar em São Marino. Terminou a temporada com 64 pontos no 13º lugar do campeonato.

Na moto de Pons em Moto2

Para 2018, Quartararo mudou para a equipa Speed Up Racing, uma moto considerada pouco competitiva, e logo alcançou a sua primeira vitória no Grande Prémio na Catalunha. Apesar do sucesso na corrida seguinte com um 2º lugar em Assen, o restante da temporada foi difícil, não alcançando mais pódios e terminando com 138 pontos no 10º lugar do campeonato.

Em Agosto de 2018, foi anunciado que Quartararo iria juntar-se a Franco Morbidelli na recém-criada equipa satélite da Yamaha, a Petronas SRT, em 2019. Tinha levado apenas 5 anos a ascender do CEV e compria apenas 20 anos em Abril desse ano.

Velocidade em curva permite a Fabio tirar o melhor das M1

Qualificou-se na pole position para o Grande Prémio de Espanha e com esta pole position, conquistou o recorde de mais jovem de sempre na classe MotoGP, um recorde anteriormente detido por Marc Márquez desde 2013. Também se qualificou na pole position na Catalunha e na corrida seguinte em Assen, estabelecendo um novo recorde de volta e tornando-se o piloto mais jovem com pole positions consecutivas na história do MotoGP. Terminou em terceiro em Assen, atrás de Maverick Viñales e Marc Márquez. Na corrida seguinte no Sachsenring, qualificou-se em segundo lugar, atrás de Marc Márquez. Na segunda volta da corrida, Quartararo caiu na terceira curva enquanto tentava passar por dentro Danilo Petrucci e acabou na gravilha. Esta queda foi a primeira durante uma corrida na sua época de estreia no MotoGP.

Quartararo viria a conquistar nesse ano 5 poles e 7 pódios, estando por vezes muito perto de vencer mas embora acabasse o ano em 5º com 192 pontos e ganhasse o título de “Rookie” do Ano, a primeira vitória em MotoGP ainda está para vir…talvez em 2020!

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