MotoGP com uma mulher? Ana Carrasco acredita que sim

Por a 17 Fevereiro 2020 16:00

Em 2018, Ana Carrasco tornou-se na primeira mulher a conquistar um título de campeão do mundo numa disciplina individual em circuito. “Em quatro ou cinco anos posso chegar à MotoGP”, acredita a piloto Espanhola de 22 anos das Supersport 300.

A vitória de Ana Carrasco nas Supersport 300 em 2018 tornou-a mundialmente famosa, sendo divulgada em jornais, revistas e sites que normalmente nem falam do motociclismo.

Mas uma mulher que mostrou o caminho a todos os homens tem valor como notícia. O facto de a espanhola de 22 anos ter o seu encanto contribui para a sua popularidade.

O título não foi ao acaso, como alguns oponentes suspeitavam na altura, demonstrado pelo terceiro lugar que ela conseguiu no ano passado com concorrência mais forte.

Desde o seu título, Carrasco venceu cinco corridas na classe mais pequena das SBK, subiu ao pódio oito vezes com a sua Kawasaki Ninja e é também um dos favoritos na temporada de Supersport 300 que começa em Jerez no final de Março.

“Não sei quando é que uma mulher vai poder ganhar na classe de MotoGP”, ponderou Carrasco. “Mas espero ser a primeira mulher a chegar lá. Tenho 22 anos, por isso ainda sou muito jovem. Há muito espaço para melhorias. Acho que é possível que eu chegue à MotoGP daqui a quatro ou cinco anos.”

Neste inverno, a Espanhola teve a oportunidade de testar a Kawasaki ZX-10RR do Campeão do Mundo de Superbike Jonathan Rea durante algumas horas – e gostou do sabor.

Alguns colegas do Campeonato do Mundo de Superbike acreditam que as mulheres não têm os requisitos físicos para andar numa superbike de mais de 230 cv, muito menos numa moto de MotoGP. Há outra mulher que os prova errados, a Alemã Lucy Glöckner.

Tomo Igata correu no Mundial de 125 em 2006

A piloto BMW, de 29 anos, será a primeira mulher a participar num evento do Campeonato do Mundo de Superbike, no primeiro fim de semana de Agosto, em Oschersleben, embora a também Alemã Katja Poensgen corresse nas 250 há uns anos.

Sem dúvida, o seu início inédito na série será inspiração e motivação para Carrasco.

Em 2013 Carrasco tornou-se a primeira mulher a participar no Campeonato do Mundo de Moto3, embora antes nas 125 já tinha havido participações da Japonesa Tomo Igata e da Finlandesa Taru Rinne e claro, no Britânico de SBK a inglesa Jenny Tinmouth competira uma épocas sem grande sucesso.

Em Portugal, nos anos 90, a instrutora de condução Fernanda Ramos competiu com algum sucesso no Troféu Honda CBR600 e neste momento há várias pilotos femininas nas fórmulas de inciação à velocidade.

Carrasco, porém, conquistou nove pontos na sua época de estreia e terminou em 21º lugar no Campeonato do Mundo. Em Valencia conseguiu uma forte prestação andando em 8º lugar à frente de Philipp Öttl, Miguel Oliveira e Romano Fenati.

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