MotoGP, as equipas: A Reale Avintia

Por a 9 Junho 2020 16:00

A Avintia Racing é uma equipa de motociclismo que compete atualmente nos Campeonatos do Mundo de MotoGP e Moto3 com o nome Reale Avintia Racing e licença espanhola, bem como no Mundial de MotoE sob o nome de Avintia Esponsorama Racing e licença de Andorra neste caso.

A equipa espanhola, vencedora do título de MotoGP de 2015 na classe aberta, entrou em pista com a Desmosedici de GP montada por Esteve “Tito” Rabat, campeão mundial de Moto2 em 2014, e com o experiente e abastado checo Karel Abraham, na sua primeira temporada com a equipa ibérica. De facto, a Clarion do pai de Abraham financiou a equipa por um largo período, o que terá tido a sua influência na continuação do piloto mais lento da MotoGP na formação…

Tito Rabat com o manager Raul Romero

A equipa foi criada em 1994 por Raul Romero e Josep Oliva como By Queroseno Racing, logo também conhecido como Team BQR.

Competindo no Campeonato de Espanha de Velocidade, a BQR venceu três títulos de Formula Extreme e dois d classe de 125GP com os pilotos David de Gea, Stefan Bradl e Efrén Vázquez.

Depois de muitas aparições no Campeonato do Mundo, a BQR tornou-se numa concorrente permanente na temporada de 2001 usando motos Honda na classe de 250. Em 2007, a equipa mudou para maquinaria Aprilia.

A BQR venceu a sua primeira corrida no Campeonato do Mundo com Scott Redding a pilotar uma Aprilia 125 no Grande Prémio da Grã-Bretanha de 2008.

A equipa revelou a sua primeira moto de Moto2 em Fevereiro de 2009 e também apresentou um protótipo no Campeonato Espanhol de Velocidade de 2009.

Em 2010, participaram no novo Campeonato do Mundo de Moto2, com Yonny Hernández e o Qatari Mashel Al Naimi como pilotos. A equipa continuou em Moto2 até ao final da temporada de 2013. Em 2018, a equipa fez um número significativo de participações com o piloto Xavi Cardelús como wildcard.

Em 2012, a equipa mudou de nome para Avintia Racing, na sequência de uma aliança entre a BQR e o Grupo Avintia. A equipa estreou-se na classe de MotoGP como uma Equipa de CRT com concessões especiais, usando ambos os quadros FTR Moto e Inmotec, identificados como BQR, e movidos por motores Kawasaki, uma solução de competitividade muito limitada à partida.

Os pilotos foram Iván Silva e Yonny Hernández. Em 2013, a Avintia entrou para a classe MotoGP com quadros FTR ainda motorizados pela Kawasaki, com duas motos para Hiroshi Aoyama e Héctor Barberá.

Hector Barberá já defendeu as cores da Avintia

Para a temporada de 2014, Aoyama foi substituído por Mike Di Meglio e a equipa colocou uma nova moto em pista, identificada como a GP14 da Avintia, com um motor alegadamente baseado no da Kawasaki Ninja ZX-RR de 2009. Após um acordo de meio da época entre a Avintia e a Ducati, porém, Barberá recebeu uma Ducati Desmosedici de especificação aberta para as últimas cinco rondas.

Em 2015, a equipa entrou com duas motos Desmosedici GP14 de classe Aberta, para Barberá e Di Meglio. Em 2016, Di Meglio foi substituído por Loris Baz. Em 2017, a equipa mudou de nome para Reale Esponsorama Racing.

Ainda em 2017, a Avintia entrou em 2 corridas de Moto2 com Vicente Pérez como wildcard. Em 2018, a equipa embarcou numa única temporada completa, iniciando a temporada com Livio Loi nas primeiras sete jornadas e substituindo-o depois por Pérez pelo resto da temporada.

Em 2018, Tito Rabat e Xavier Siméon juntaram-se à equipa de MotoGP. No Grande Prémio da Grã-Bretanha, a grande queda de Rabat com Franco Morbidelli em Stowe Corner foi um fator que contribuiu para a decisão de cancelar a corrida devido a condições inseguras. Como resultado da tripla fratura que sofreu na perna direita, Rabat falhou as restantes 7 corridas da temporada de 2018, tendo sido substituído por Christophe Ponsson e Jordi Torres.

Para 2019, Rabat regressou, acompanhado pelo checo Karel Abraham, sempre com Desmosedici algo ultrapassadas.

Tito Rabat faz ocasionalmente boas exibições nos treinos, mas pouco mais

Para 2020, sob pressão da Ducati para arranjar um lugar para Johann Zarco, Abraham foi despedido pelo manager Ruben Xaus, entre grande controvérsia devido ao pouco ou nenhum aviso que recebeu, mas Tito Rabat foi retido, até porque a sua também é uma abastada família de Barcelona, e o piloto contribui com uma significante parte do budget da formação, desta vez em parceria com Johann Zarco.

Em 2019, a equipa começou as Moto3 com Pérez nas primeiras sete rondas, mas substituiu-o por Stefano Nepa nas restantes corridas, além de várias participações de Wildcard para Nepa, o Brasileiro Meikon Kawakami e Carlos Tatay.

Como equipa satélite no MotoGP, a Avintia também teve a oportunidade de fazer uma participação na Taça do Mundo de MotoE inaugural em 2019. A equipa conseguiu dois triunfos com o Brasileiro Eric Granado e dois pódios com o seu antigo piloto de MotoGP Xavier Siméon, suficientemente bom para acabar no 3º e 6º lugares do campeonato, respetivamente.

A participação nas MotoE foi bem mais feliz, graças ao Brasileiro Eric Granado

Para a temporada de 2020, e sempre para as MotoE, a equipa manteve Granado, decerto um candidato ao título de MotoE, e fez uma parceria com o seu antigo piloto de Moto2 de Andorra, Xavier Cardelús. Posteriormente e combinado com o patrocínio titular da firma de Andorra Esponsorama, a equipa ganhou novo fôlego e decidiu a partir de 2020 entrar na classe de MotoE sob licença de Andorra, por oposição à licença espanhola usada nas outras categorias.

Em 2020, a Avintia, entretanto promovida a formação satélite da Ducati, vai contar com motos menos desactualizadas, provavelmente as Desmosedici de 2019 de Dovi e Petrucci, e nas Moto3 concentrar-se em Tatay como a única inscrição na temporada inteira.

A equipa não pode gabar-se de grandes resultados, com Tito Rabat a acabar em 20º e Karel Abraham a acabar o ano 24º (de uma série onde só correm 22 pilotos regulares!) em 2019.

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